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Chimpanzés podem acreditar em Deus, diz estudo



Não são apenas os seres humanos que acreditam na existência de um Deus, os chiampanzés também podem ter uma crença. Uma observação científica mostra que os animais parecem ter desenvolvido um sistema ritualístoco para cultuar um Deus.

A descoberta, realizada por um grupo de cientistas da Universidade Humboldt de Berlim, na Alemanha, se deu por meio de uma pesquisa em que foram filmados com câmeras escondidas os que registraram um comportamento grupal que não tem que parece remeter a uma crença simbólica, hipótese reforçada pelo fato de a prática ter se repetido de forma idêntica em outras ocasiões esem um objetivo claro, uma função prática, como acontece em todas as tarefas coletivas dos animais. (Veja o vídeo abaixo).

Essa descoberta  provoca um questionamento: será que o sentimento religioso e a consciência de uma entidade superior obedecem a um caminho evolutivo em que os chimpanzés estão andando na mesma direção que nossa espécie?


 Crédito da Foto: AFP - Fonte: Yahoo.


NOTA DO EDITOR:

1 Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem. SALMO 14:1

Nesse caso, parece que há Chimpanzés mais evoluídos do que muitos ditos "Humanos".

Estudo: mamíferos placentários surgiram após fim dos dinossauros


O ancestral comum a todos os mamíferos placentários como o homem, o cavalo, o cão, o macaco e a baleia apareceu após a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos, indica uma pesquisa internacional, da qual participou um cientista brasileiro do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Este estudo pode dar fim ao debate sobre as origens dos mamíferos, que trabalhos anteriores situavam antes do desaparecimento dos dinossauros e de 70% das espécies do planeta que teria sido causada, segundo a teoria mais comumente aceita, pelo impacto de um asteroide que revolucionou o clima.
Para chegar a esta conclusão, os cientistas se apoiaram no maior banco de dados do mundo, no qual examinaram traços genéticos e morfológicos das diferentes espécies para reconstruir a árvore genealógica dos mamíferos placentários, o ramo mais importante desta família que tem mais de 5.100 espécies vivas.
No entanto, análises genéticas prévias tinham levado a crer que os mamíferos já eram um grupo diversificado ao final do período Cretáceo. A partir de agora, estima-se que o surgimento tenha se situado entre 200 mil e 40 mil anos após o desaparecimento dos dinossauros.
"É cerca de 36 milhões de anos mais tarde do que as estimativas baseadas unicamente em dados genéticos", explicou o brasileiro Marcelo Weksler, paleontólogo do Museu Nacional-UFRJ, um dos 23 coautores do estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica americana Science.
Para chegar ao ancestral comum dos mamíferos, um animal que seria do tamanho de um pequeno rato, estes cientistas destrincharam as características físicas e genéticas de 86 espécies, 40 delas já extintas, mas conhecidas através de seus fósseis.
No processo, reuniram 4,5 mil características morfológicas como a presença ou a ausência de asas, dentes e certos tipos de esqueletos, e depois as combinaram com dados genéticos. Este banco de dados contém dez vezes mais informações do que as utilizadas até o momento para estudar a história dos mamíferos, afirmaram os cientistas, ressaltando que está acessível ao público na internet no site www.morphobank.org, e conta com mais de 12 mil ilustrações. [Fonte: Terra]

Fóssil de verme revela origens do homem no Canadá



Foto de Eric Cabanis/AFP/Arquivo
Paleontólogos britânicos e canadenses rastrearam as origens dos seres humanos e outros vertebrados a partir do estudo do fóssil de um verme que nadava nos oceanos há 500 milhões de anos, segundo um estudo publicado nesta segunda-feira.
Uma nova análise de fósseis encontrados nas Montanhas Rochosas do Canadá, na jazida conhecida como Xisto de Burgess, na província da Columbia Britânica (oeste), determinou que o extinto 'Pikaia gracilens' é o membro conhecido mais primitivo da família dos cordados, que inclui peixes, anfíbios, aves, répteis e mamíferos.
A pesquisa, publicada na revista britânica Biological Reviews, identificou uma notocorda (estrutura primitiva) que se tornaria parte da coluna vertebral dos vertebrados, assim como tecidos musculares chamados miômeros em 114 espécimes fósseis desta criatura.
Também encontraram um sistema vascular.
"A descoberta de miômeros é a prova irrefutável que vínhamos buscando há muito tempo", disse o autor principal do estudo, Simon Conway Morris, da Universidade de Cambridge, no Reino Unido.
"Agora, com miômeros, um cordão nervoso, uma notocorda e um sistema vascular, todos identificados, este estudo situa claramente 'Pikaia' como o cordado mais primitivo do planeta", afirmou Morris.
"Assim, da próxima vez que pusermos uma foto de família sobre a chaminé, lá no fundo estará o 'Pikaia'", acrescentou.
Os primeiros exemplares de 'Pikaia gracilens' foram coletados pelos exploradores pioneiros do Xisto de Burgess em 1911. No entanto, os cientistas passaram por alto pelos espécimes, considerados um antepassado das minhocas e das enguias.
Só na década de 1970, Morris sugeriu que este animal com cinco centímetros de comprimento, chato dos lados, e um pouco parecido com as enguias, que provavelmente nadavam movimentando seu corpo com curvas dos dois lados, poderia ser o membro mais antigo conhecido da família dos cordados.
Um espécime de 'Pikaia gracilens' está em exibição no Museu Real de Ontário (ROM), e uma exposição maior no sítio de Burgess será organizada.[Fonte: Yahoo]

Novos fósseis bagunçam evolução do homem

F. Spoor e J. Reader/Museus Nacionais do Quênia
Comparação entre o crânio recém-encontrado (o menor, em cima) e um crânio de H. erectus de grandes dimensões sugere que a espécie poderia ter grande diferença de tamanho entre machos e fêmeas (Foto: F. Spoor e J. Reader/Museus Nacionais do Quênia)


Um dos poucos fatos aparentemente sólidos sobre a evolução humana pode cair por terra por causa de um crânio nanico e um pedaço de maxilar. Os dois foram achados a leste do lago Turkana, no Quênia, e podem indicar que dois dos mais famosos ancestrais do homem moderno, o Homo habilis e o Homo erectus, não são "pai" e "filho" evolutivos, respectivamente, mas sim "irmãos" -- duas espécies que descendem de um ancestral comum e evoluíram de forma independente.

A conclusão está num artigo na revista científica "Nature" . E não é a única reviravolta sugerida pela equipe liderada por Fred Spoor, do University College de Londres. O tamanho diminuto do novo crânio pode indicar que, tal como os gorilas modernos, o Homo erectus tinha uma diferença gritante de tamanho entre machos e fêmeas da espécie. A idéia bate de frente com a imagem que se tinha do H. erectus, hoje considerado o primeiro hominídeo a viver e se comportar de forma significativamente parecida com a do homem moderno.

O cenário evolutivo mais aceito até agora costumava ver uma sucessão clara entre o H. habilis e o H. erectus. O primeiro teria surgido por volta de 2,3 milhões de anos atrás, no leste da África, e usado pela primeira vez ferramentas de pedra fabricadas por ele mesmo (daí o nome latino de "hábil"). Era um hominídeo pequeno, pouco maior que um chimpanzé moderno. Já o H. erectus, suposto descendente direto e substituto do H. habilis, teria surgido por volta de 1,9 milhão de anos atrás e desenvolvido um cérebro com dois terços do volume do nosso, assim como tamanho e proporções do corpo praticamente iguais ao do homem moderno.

"O que o nosso trabalho exclui totalmente é a idéia de uma única linhagem, sem 'galhos', na qual um se transforma no outro", disse ao G1 Susan C. Antón, pesquisadora da Universidade de Nova York e co-autora do estudo. Na mesma região de Ileret, no Quênia, a leste do lago Turkana, a equipe achou tanto a parte de cima de um crânio de H. erectus, com idade estimada em 1,55 milhão de anos, quanto um pedaço do maxilar de um H. habilis, com 1,44 milhão de anos, segundo seus cálculos.

Convivência incômoda
Isso significa uma convivência extensa das duas espécies tanto no espaço quanto no tempo -- cerca de meio milhão de anos. Os pesquisadores também consideram que não é possível ter certeza de que os fósseis mais antigos do gênero Homo na África sejam mesmo do H. habilis.


Crânio de H. erectus tem tamanho diminuto e foi achado no Quênia (Foto: F. Spoor/Museus Nacionais do Quênia)

O mais provável, segundo eles, é que as duas espécies tenham evoluído de um ancestral diferente e ainda desconhecido. Por terem passado tanto tempo lado a lado, elas teriam se adaptado a nichos ecológicos diferentes -- como a boca e os dentes do H. habilis são maiores e mais reforçados que os do H. erectus, uma possibilidade é que o primeiro se alimentasse mais de vegetais que o segundo, mais adaptado à dieta com carne.

E quem seria o ancestral misterioso? Spoor admite que ele poderia ser a espécie representada pelos fósseis de 2,33 milhões de anos atrás, achados na Etiópia. "Os pesquisadores que o descreveram se referem a ele como Homo com afinidades habilis. O problema é que se trata de um fragmento, com pouca morfologia preservada para que possamos ter certeza", diz ele.

Antón diz que, de qualquer maneira, as descobertas traçam um cenário complexo. "Nós mostramos que, em Turkana, os dois não eram uma única linhagem. Mas isso não quer dizer que foi lá que eles evoluíram pela primeira vez -- poderia ser na Etiópia. Em vez de uma evolução gradula e linear de uma espécie na outra, pode ser que em outro lugar uma população de H. habilis já existia, da qual se separou um grupo fundador. Esse grupo poderia ter sofrido outras pressões seletivas, transformando-se no H. erectus. E, no fim, descendentes da antiga população H. habilis poderiam ter se encontrado com a nova espécie em Turkana", explica ela.

Já a variação de tamanho observada entre o novo fóssil e os H. erectus já conhecidos chega perto da que se vê entre dois gorilas -- primatas entre os quais a fêmea pode ter só metade das dimensões do macho. Se o mesmo era verdade entre os H. erectus, coisa que ainda precisa ser provada, isso pode significar que a espécie formava haréns, tal e qual os gorilas modernos. Isso porque costuma haver uma correlação clara entre tamanho relativo de machos e fêmeas e hábitos de acasalamento. Quanto maior o macho for proporcionalmente, maior a chance de que um só monopolize várias fêmeas.

"Nós propusemos essa explicação com muito cuidado, porque não sabemos o sexo de quase nenhum dos fósseis de H. erectus", diz Antón. "Podem existir outras explicações, como adaptação a diferentes ambientes, embora uma variação tão grande quanto essa num intervalo de tempo tão curto não foi vista até agora. O que vemos está mais perto do que vemos em espécies vivas com muito dimorfismo sexual, e há alguns casos em que há indivíduos muito grandes e muito pequenos lado a lado, como em Dmanisi, na Geórgia", lembra ela. [Fonte: G1]

Somos um pouco Neandertais...

Cientistas descobrem que espécie se misturou com os nossos ancestrais. Habitantes da Europa, Ásia, Oceania e América partilham gene com espécie desaparecida há 24 mil anos:
Não somos a espécie que pensamos ser. Assumimos que somos melhores do que os neandertais, ou que a superioridade da nossa espécie os levou à extinção. Mas, de acordo com as últimas análises de DNA, estas criaturas primitivas se relacionaram com o Homo sapiens, passando seus genes para as nossas linhagens.

Concepção artística mostra humano moderno ruivo e sua contraparte neandertal (Foto: Michael Hofreiter e Kurt Fiusterweier/MPG EVA)

Isto certamente acaba com o mito de uma espécie distinta, pura e triunfante sobre os neandertais e outras espécies. Estas novas descobertas podem nos obrigar a considerar os neandertais como parte da nossa espécie ou, então, sermos obrigados a repensar a nossa classificação como Homo sapiens.

Os biólogos dizem que o conceito de espécie, ensinado nas escolas, que diz que elas se tornam distintas quando seus membros não podem produzir descendentes férteis, ficou ultrapassado. Hoje, os cientistas perceberam que a separação delas é um processo, diz o biólogo Paul Schmidt, da Universidade da Pensilvânia. Os grupos podem interagir produzindo descendentes férteis e inférteis.“Um biólogo pode dizer: ?Hum! Isto não é um grande achado, acontece a toda hora”, diz. Mas fica mais difícil admitir tais relações interespécies quando humanos são envolvidos. No passado, mesmo entre aqueles que aceitavam que nós não fomos criados por uma divindade, havia a crença de que éramos o ponto final de uma poderosa cadeia evolutiva. Agora, descobrimos que fazemos parte de um emaranhado, como os outros animais.A evidência de que os neandertais se misturaram com os ancestrais humanos vem de uma comparação entre o DNA humano e o extraído de ossos de neandertais, com 38 mil anos, como parte do Projeto Genoma Neandertal.

Os pesquisadores trabalham com a hipótese de que a humanidade surgiu na África, há cerca 100 mil anos, e começou a se expandir em várias direções, substituindo espécies mais antigas de hominídeos na Europa, Ásia e Oriente Médio.

O mais famoso destes substituídos foram os neandertais, cujos ancestrais se separaram da nossa linhagem cerca de 400 mil anos atrás. Com o passar do tempo, a evolução os moldou para serem mais pesados e mais fortes do que os humanos modernos. A palavra neandertal tornou-se sinônimo de brutalidade e estupidez, embora os cérebros deles fossem pouco maiores do que os nossos.

Entre 50 mil e 80 mil anos atrás, nossos ancestrais começaram a sair da África em direção aos territórios habitados pelos neandertais, que teriam desaparecido há 24 mil anos. As últimas análises genéticas indicam que eles não se extinguiram, mas se misturaram com o Homo sapiens, deixando todos os não-africanos com uma porção de DNA neandertal.

Os pesquisadores que realizaram a análise se esquivaram de falar sobre o que isso significava para nós. “É difícil responder se somos uma espécie diferente ou uma subespécie”, disse o geneticista Richard Green, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz.Alan Templeton, biólogo da Universidade de Washington, esta última análise de DNA confirma o que se falava há tempos: que os neandertais eram parte de nossa espécie. Por anos, ele tem comparado o DNA de pessoas de todo o mundo, procurando padrões que mostrem aspectos da nossa evolução. “A ideia é de que há grupos ou raças puras não faz nenhum sentido”, disse.

Ele disse que os cientistas utilizam diferentes critérios para distinguir as espécies animais e as humanas. Por exemplo, diferentes grupos de chimpanzés são muito mais geneticamente diferentes do que os homens e os neandertais e não há nenhum problema em agrupá-los em uma única espécie.
Novas evidências mostram que eles usavam pigmentos, faziam joias e provavelmente falavam. Análises genéticas mostram que eles compartilham conosco uma versão de um gene, chamado FOXP2, crucial para o desenvolvimento da linguagem e que não está presente em outros animais.[Fonte: Jornal AN]


Cientistas questionam posição de 'Ardi' na evolução humana





No ano passado, um esqueleto fossilizado chamado "Ardi" abalou o campo da evolução humana. Agora, alguns cientistas levantam dúvidas sobre o que essa criatura da Etiópia realmente era, e em que tipo de paisagem vivia.


Divulgação
Reconstituição da possível aparência de Ardi

Novas críticas questionam se Ardi realmente pertence ao ramo humano da árvore evolutiva, e se ele realmente vivia em florestas. A segunda questão tem implicações para as teorias sobre o tipo de ambiente que desencadeou a evolução humana.

O novo trabalho aparece na revista Science, que em 2009 declarou a apresentação original do fóssil de 4,4 milhões de anos a principal descoberta do ano.

Ardi, abreviação de Ardipithecus ramidus, é um milhão de anos mais velho que o fóssil Lucy. Ano passado, foi saudado como uma janela para os primórdios da evolução humana.

Pesquisadores tinham concluído que Ardi andava ereto e não sobre os nós dos dedos das mãos, como os chimpanzés, e que vivia em florestas, não em campos gramados. Ela não se parece muito com os chimpanzés atuais, nossos parentes mais próximos ainda vivos, embora estivesse ainda mais perto que Lucy do ancestral comum entre humanos e chimpanzés.

Esses questionamentos são comuns; grandes descobertas científicas costumam ser saudadas dessa maneira. Até que mais cientistas possam estudar o fóssil, um amplo consenso sobre seu papel na evolução humana pode continuar indefinido.

A descoberta em 2003 dos pequenos "hobbits" na Indonésia, por exemplo, desencadeou um longo debate sobre eles seriam uma espéci à parte da humanidade ou não.


Tim White, um dos cientistas que descreveram Ardi no ano passado, disse que não se surpreende com o debate atual. "Era totalmente esperado", disse ele. "Sempre que se tem algo tão diferente quanto Ardi, provavelmente haverá isso".


Esteban Sarmiento, da Fundação de Evolução Humana, escreve na nova análise que não está convencido de que Ardi pertence ao ramo da árvore da vida que conduz à espécie humana.

Em vez disso, argumenta, ele pode ter vindo mais cedo, antes que o ramo humano se separasse dos ancestrais de gorilas e chimpanzés.

As características anatômicas específicas de dentes, o crânio e outras partes citadas pelos descobridores simplesmente não são indício suficiente de participação no ramo humano, diz ele. Algumas, como certas peculiaridades do pulso e da conexão da mandíbula indicam que Ardi surgiu antes que os humanos se separassem dos macacos africanos.


Em uma réplica por escrito na Science e em entrevista, White discorda de Sarmiento. "A evidência é muito clara de que no Ardipithecus há características encontradas apenas nos hominídeos posteriores e em humanos", disse ele. Se Ardi ainda fosse um ancestral dos chimpanzés, várias características teriam tido de" evoluir de volta" para uma forma mais simiesca, o que White considera "altamente improvável".


Outros especialistas, no entanto, disseram em entrevistas que acham que é muito cedo para dizer onde Ardi se encaixa.

Will Harcourt-Smith, do Museu Americano de História Natural e do Lehman College, disse que não poderia afirmar se Sarmiento está certo ou errado. "Estamos no início" da análise de Ardi, disse ele.

"Até que haja uma descrição mais completa do esqueleto, é preciso ser cauteloso ao interpretar a análise inicial de um jeito ou de outro". Mas ele disse discordar da avaliação de que Ardi seria velho demais para fazer parte do ramo humano. [Fonte: Estadão]

Estudo indica que humanos tiveram filhos com neandertais

Um estudo mostrou que todos os humanos, exceto os de ancestralidade puramente africana, tem em seu DNA uma contribuição de 1% a 4% de elementos genéticos de neandertais, indicando que as duas espécies cruzaram entre si e geraram descendentes comuns.

O estudo de quatro anos, liderado pelo instituto alemão Max Planck com colaboração de várias universidades de outros países e divulgado na publicação científica Science, desvendou o genoma, ou código genético, dos homens de Neandertal, espécie extinta há aproximadamente 29 mil anos.

As conclusões surpreenderam especialistas, já que evidências anteriores sugeriam que os neandertais não haviam contribuído para nossa herança genética.

O estudo também confirma que quase a totalidade dos humanos descende de um pequeno grupo de africanos que se espalhou pelo planeta, entre 50 e 60 mil anos atrás.

Cruzamentos

Traços da contribuição genética do neandertal foram encontrados em populações europeias, asiáticas e da Oceania.

"Eles não foram totalmente extintos, vivem um pouco em nós", disse o professor Svante Paabo do Max Planck em Leipzig.

O professor Chris Stringer, do Museu de História Natural de Londres, disse que "o que realmente nos surpreendeu foram as evidências de que ocorreu algum tipo de cruzamento entre neandertais e humanos modernos".

Outros especialistas se disseram surpresos com a relativamente alta quantidade de material genético do neandertal (até 4%) em humanos modernos.

A pesquisa

O genoma sequenciado usou DNA dos restos de três neandertais descobertos em uma caverna na Croácia.

Um dos desafios do projeto foi extrair material genético aproveitável dos ossos, que possuíam dezenas de milhares de anos de idade.

As amostras continham pequenas quantidades de DNA de neandertais, misturados com DNA de bactérias e colônias de fungos que instalaram-se nelas ao longo dos anos.

O DNA de neandertais havia se quebrado em pequenos pedaços e modificado-se quimicamente, mas estas mudanças eram de natureza regular, o que permitiu aos pesquisadores corrigir as imperfeições por meio de programas de computador.

Teorias

A explicação mais plausível para a aproximação genética entre não africanos e neandertais é a de que houve um contato reprodutivo reduzido (ou fluxo de genes) entre as duas espécies.

Este cruzamento pode ter ocorrido quando os humanos deixavam o continente africano, talvez no norte da África ou na península arábica.

Segundo a teoria que diz que o mundo foi povoado a partir da África, o homo sapiens substituiu gradativamente as populações indígenas de outras regiões, como os neandertais.

Pesquisas anteriores indicavam a Europa como o local mais provável para as duas espécies terem se encontrado e possivelmente trocado genes.

Homo sapiens e neandertais conviveram no continente por mais de 10 mil anos. [Fonte: BBC Brasil]


Estudo sugere que todos os humanos 'são mutantes'

Pesquisa afirma que cada ser humano carrega pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA. Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.

A pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica "Current Biology", conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomas "Y" de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.

Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.

Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.

Busca

Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia - um distúrbio na coagulação do sangue.

Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.

Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.

Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.

"A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos", disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.

"Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro", afirmou o cientista.

O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.

Segundo ele, "as notícias são animadoras".

"Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente", afirmou o cientista. [Fonte: G1 notícias]

Cientistas encontram mais antigo ancestral humano na Etiópia

Ilustração indica como seria a espécime encontrada na Etiópia (Foto:Reprodução/Reuters)


'Ardipithecus ramidus' viveu há 4,4 milhões de anos. Macacos e homens tiveram evolução distinta há muito mais tempo.

A família que resultou no que chamamos humanidade está 1 milhão de anos mais velha. Cientistas descobriram um ancestral dos homens atuais de 4,4 milhões de anos. O Ardipithecus ramidus (ou apenas “Ardi”, como é carinhosamente chamado) foi descrito minuciosamente por uma equipe internacional de cientistas, que divulgou a descoberta em uma edição especial da revista “Science” desta semana.

O espécime analisado, uma fêmea, vivia onde hoje é a Etiópia 1 milhão de anos antes do nascimento de Lucy (estudado por muito tempo como o mais antigo esqueleto de ancestral humano).


“Este velho esqueleto inverte o senso comum da evolução humana”, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy, da Universidade Estadual de Kent. Em vez de sugerir que os seres humanos evoluíram de uma criatura similar ao chimpanzé, a nova descoberta fornece evidências de que os chimpanzés e os humanos evoluíram de um ancestral comum, há muito tempo. Cada espécie, porém, tomou caminhos distintos na linha evolutiva.

Saiba Mais Sobre a Descoberta

A Arte a Favor da Evolução


Alguns detalhes sobre Ardi:


- Ardi foi encontrada em Afar Rift, na Etiópia, onde muitos fósseis de plantas e animais (incluindo 29 espécies de aves e 20 espécies de pequenos mamíferos) foram descobertos. Achados perto do esqueleto indicam que, na época de Ardi, a região era arborizada.

- Os caninos superiores de Ardi eram mais parecidos com os pequenos e grossos dentes de humanos modernos do que com os grandes e afiados caninos de chimpanzés machos. Análise do esmalte dentário sugere uma dieta diversificada, que incluía frutas, folhas e nozes.

- Ardi possuía um focinho saliente, dando a ela uma aparência simiesca. Mas não tão para a frente como os focinhos dos macacos modernos. Algumas características de seu crânio, como a área sobre os olhos, diferem muito dos chimpanzés.

-Detalhes do fundo do crânio, onde nervos e vasos sanguíneos encontram o cérebro, indicam que o órgão ficava posicionado de maneira semelhante ao dos humanos modernos. Segundo os pesquisadores, isso indicaria que os cérebros dos hominídeos já estavam posicionados para abranger áreas que envolvem aspectos visuais e de percepção espacial.

-Suas mãos e punhos eram uma mistura de características primitivas e modernas, mas não possuíam marcas características dos modernos chimpanzés e gorilas. Ela tinha as palmas das mãos e os dedos relativamente curtos, que eram flexíveis e permitiam que aguentasse o peso do próprio corpo enquanto se movia por entre as árvores. Mesmo assim, ela tinha de tomar muito cuidado ao escalar, pois faltava-lhe as características anatômicas que possibilitam aos macacos atuais balançar, agarrar e mover facilmente entre as árvores.

-A pelve e o quadril indicam que os músculos dos glúteos eram posicionados de modo que ela pudesse andar em pé.

- Seus pés eram rígidos o suficiente para caminhar, mas o polegar era grande o bastante para possibilitar escaladas.

[Fonte: G1]

Dinossauro de 50cm com penas é descoberto na China


Cientistas chineses descobriram o fóssil de um dinossauro com quatro asas e penas, que pode constituir o elo perdido na transição destes animais pré-históricos em sua passagem da terra para os céus.

Segundo foi publicado hoje na revista científica "Nature", a descoberta permite compreender melhor a evolução original das plumas nos antigos habitantes da terra, um aspecto evolutivo pouco conhecido devido à falta de fósseis bem conservados.

A falta de informação a respeito fez com que muitos paleontólogos tenham dúvidas de que os dinossauros com aspecto de ave sejam os autênticos antepassados dos pássaros, já que os restos em bom estado conhecidos até agora são de data muito tardia.

Mas o Anchiomis huxleyi, nome que receberam os restos achados em Liaoning, província do nordeste da China, é um fóssil "excepcionalmente bem preservado", no qual ficou gravado um dinossauro com longas plumas nas quatro patas e na cauda.

Isto sugere, segundo o professor Xing Xu, da Academia Chinesa de Ciência, que "pôde ter existido uma fase na qual os dinossauros tiveram quatro asas em sua transição para se transformarem em aves".

Inicialmente se pensou que o Anchiomis huxleyi tenha sido um pássaro primitivo, mas uma avaliação mais exaustiva do fóssil revelou que ele deve ser atribuído ao Troodontidae, grupo de dinossauros estreitamente relacionados com a aves como as conhecemos hoje.

O professor Xing e sua equipe dataram o fóssil no Jurássico tardio (há entre 156 a 138 milhões de anos), o que implica que se trata do dinossauro com aspecto de pássaro mais antigo até o momento.

É inclusive mais velho que o Archaeopteryx, a primeira ave que os paleontólogos tem notícia.

A conclusão principal destes cientistas é que a presença de uma espécie como Anchiomis huxleyi nessa época questiona com solidez o argumento de que os dinossauros com aspecto de aves viveram em período muito tardio para serem os "pais" dos pássaros. (Fonte: Yahoo Notícias/EFE)

O 'Anchiornis huxleyi' viveu há 155 milhões de anos e apresentava quatro asas em vez de apenas duas

Um pequeno dinossauro da família dos terópodes, com 155 milhões de anos, coberto de penas e que tinha quatro asas em vez de duas, foi descoberto na China, anunciou o célebre paleontólogo chinês Xing Xu na revista Nature. O espécime mede 50 centímetros de comprimento.

Um fragmento do fóssil, e depois um esqueleto completo do Anchiornis huxleyi, foi encontrado na formação jurássica de Tiaojishan, que terá entre 151 e 161 milhões de anos, situada na província de Liaoning (Nordeste da China).

A espécie é ligeiramente mais antiga que o Archaeopteryx, que até agora era o mais velho animal com penas. Foi considerado o antepassado das aves, apesar de possuir também vários traços de répteis. O Archaeopteryx foi descoberto em Solnhofen, Alemanha, num estrato geológico com 150 milhões de anos.

O Anchiornis huxleyi "pode ser classificado na família dos troodontidae, que figuram entre os terópodes mais aparentados com as aves", indicaram os autores do estudo, que acrescentaram que este é o mais velho exemplar descoberto até ao momento.

Até agora, a ausência de penas nos dinossauros mais antigos que o Archaeopteryx representava um elo perdido da evolução. A abundante plumagem do Anchiornis huxleyi, nomeadamente ao nível das patas, "traz novos esclarecimentos à evolução precoce das penas e mostra uma distribuição complexa dos atributos dos ossos e penas a um período próximo da transição dinossauros-aves".

As plumas, que se encontram na parte inferior das quatro patas e na cauda, "levaram ao desenvolvimento de quatro asas", afirmaram. "Enquanto as penas das patas dianteiras foram crescendo com a evolução, as das patas traseiras foram-se reduzindo e acabaram mesmo por desaparecer."(Fonte: DN Ciência)

Descoberto fóssil que altera teorias sobre dinossauros

A descoberta de um novo dinossauro na região nordeste da China surpreendeu paleontólogos ao indicar que é preciso reavaliar as atuais teorias sobre a evolução dos grandes predadores pré-históricos. O dinossauro, que é uma miniatura do tiranossauro rex, foi batizado de raptorex (rapto é o termo comumente usado para pequenos dinossauros e rex significa "rei").

O raptorex, apesar de ter vivido há cerca de 125 milhões de anos, e aproximadamente 60 milhões de anos antes do tiranossauro rex, já apresentava as principais características do maior e mais conhecido dinossauro. Isso contradiz as teorias de que as características físicas do tiranossauro rex, como cabeça desproporcionalmente grande em relação ao torso, braços pequenos e pés longilíneos eram resultado do processo evolutivo e de crescimento da espécie.

Todas estas características estão presentes no raptorex, apesar de este ser uma miniatura do seu gigantesco descendente. Até mesmo o cérebro do raptorex exibe bulbos olfatórios grandes, indicando um olfato altamente desenvolvido, assim como o do tiranossauro rex.

"É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria", diz Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor do estudo sobre o raptorex.

Os paleontólogos dizem que um raptorex adulto não passava de 3 metros de altura e 60 quilos. Vivia em uma região de lagos perto da Mongólia e se alimentava de pequenos dinossauros, pássaros e tartarugas.

Os braços curtos eram secundários na caça e permitiam que o raptorex corresse com mais agilidade para atacar sua presa. "Em um animal tão veloz e com cabeça tão grande, algo tem de ser sacrificado e, neste caso, assim como no caso do tiranossauro rex, os braços foram colocados em segundo plano", afirma Stephen Brusatte, co-autor do estudo e paleontólogo do Museu Americano de História Natural.

"Todas estas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso¿, diz Sereno. Segundo os autores do estudo, mesmo os braços diminutos do tiranossauro rex não eram inúteis nem apenas vestígios do processo evolutivo, mas faziam parte de um modelo especialmente desenvolvido para capturar e liquidar outros animais. Há três anos, o esqueleto, em condições quase que perfeitas, foi comprado no mercado negro por Henry Kriegstein, um colecionador de fósseis, e encaminhado a Sereno. O paleontólogo concordou em estudar o espécime desde que este fosse, depois disso, devolvido à China.

"Foi uma descoberta completamente inesperada. O que sabíamos sobre a evolução dos dinossauros era simplista ou mesmo errado", afirma Brusatte. (Fonte: Terra)

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Vaticano: Não Há Conflito Entre Fé e Evolucionismo!

O presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Gianfranco Ravasi, afirmou que não existe contraposição entre a fé e a teoria da evolução de Charles Darwin e disse que o naturalista britânico nunca foi condenado pela Igreja Católica.

De acood com a EFE, Ravasi afirmou isto durante a apresentação hoje no Vaticano do Congresso internacional que será realizada em Roma entre 3 e 7 de março de 2009 sob o título "Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos após A origem das espécies".

O "ministro" de Cultura do Vaticano também afirmou que a Igreja Católica não tem que pedir perdão para o autor da teoria da evolução, Charles Darwin, "pois nunca o condenou".

"Darwin nunca foi condenado e seu livro A origem das espécies nunca foi proibido", declarou Ravasi ao ser perguntado se o Vaticano, como fez a Igreja Anglicana, pediria desculpas ao cientista e naturalista britânico.

O prelado acrescentou sobre o Evolucionismo que é necessário um "ato de humildade" dos teólogos e "a superação da arrogância" de alguns cientistas.

Mais cedo nesta semana, um importante membro da Igreja anglicana, Malcom Brown, disse que a instituição devia desculpas a Darwin pela maneira na qual suas idéias foram recebidas na Inglaterra. A informação é da agêcia Reuters

O papa Pio 12 descreveu a evolução como uma abordagem válida do desenvolvimento humano em 1950 e o papa João Paulo segundo reiterou o fato em 1996. Mas Ravasi disse que o Vaticano não tinha a intenção de se desculpar por sua visão negativa anterior.

"Talvez devêssemos abandonar a idéia de emitir pedidos de desculpas como se a história fosse um tribunal que está eternamente em sessão", disse, acrescentando que as teorias de Darwin "nunca foram condenadas pela Igreja Católica e nem seu livro havia sido banido".

O criacionismo é a crença de que Deus teria criado o mundo em seis dias, como é descrito na Bíblia. A Igreja Católica interpreta a acepção do Genesis literalmente, dizendo que ela é uma alegoria para a maneira na qual Deus criou o mundo.

Alguns outros cristãos, na maioria protestantes nos Estados Unidos, lêem o Genesis literalmente e protestam contra o fato de a evolução ser ensinada em aulas de biologia em colégios públicos.

Sarah Palin, a candidata à Vice-presidência pelo Partido Republicano, disse em 2006 que apoiava que o criacionismo e a teoria da evolução fossem ensinados nas escolas, mas afirmou subsequentemente que o criacionismo não deveria necessariamente ser parte do curso.(Fonte: Terra)

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