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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Asteroide teria matado dinossauros mais cedo que imaginado, diz estudo



Um estudo feito nos Estados Unidos mostra que os dinossauros foram extintos cerca de 33 mil anos após um asteroide ter atingido a Terra, ou seja, quase dez vezes mais cedo que os cientistas acreditavam até então.
Além disso, a colisão desse corpo celeste pode não ter sido a única causa do fim da espécie, de acordo com o trabalho divulgado nesta quinta-feira (7/2/2013) na revista científica "Science".
Ilustração mostra como seriam os dinossauros e seus ovos há 190 milhões de anos (Foto: Julius Csotonyi/PNAS/Divulgação)
Segundo o geólogo Paul Renne, que liderou a pesquisa na Universidade da Califórnia, em Berkeley, naquela época os ecossistemas já estavam em estado de deterioração, em decorrência de uma grande erupção vulcânica na Índia.
O pesquisador explica que o clima da Terra poderia estar em um "ponto de inflexão" (desvio) quando o enorme asteroide colidiu na região onde hoje fica a Península de Yucatán, no México, e provocou temperaturas congelantes que dizimaram os dinossauros.
Até agora, acreditava-se que haveria levado cerca de 300 mil anos entre a chegada do asteroide, marcada por uma cratera de 180 quilômetros de extensão perto da cratera Chicxulub, na península mexicana de Yucatán, e a extinção dos répteis gigantes.
No entanto, o novo estudo, baseado em técnicas de datação radiométrica de alta precisão, indica que os eventos ocorreram em um intervalo bem menor.
Renne coleta amostras de cinzas vulcânicas próximo ao local de extinção no México (Foto: Courtney Sprain)
Outros cientistas questionam, ainda, se os dinossauros não teria morrido antes do impacto do asteroide. "Nosso trabalho basicamente coloca um prego no caixão", disse Renne.
A teoria de que a extinção dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos estava ligada ao impacto de um asteroide foi proposta pela primeira vez em 1980. A maior parte da prova era a cratera Chicxulub, que teria sido formada por um objeto de cerca de 10 quilômetros de largura que derreteu a rocha assim que bateu no solo, lançando à atmosfera detritos que se espalharam pelo planeta. Esferas conhecidas como "tektites" e outros materiais que comporiam o asteroide ainda são encontrados hoje em todo o mundo.
Renne e colegas reexaminaram tanto a data da extinção dos dinossauros quanto da formação da cratera, e descobriram que eles ocorreram dentro de uma janela de tempo muito mais apertada que o esperado.
"Os dados anteriores diziam que eles (a extinção dos animais e a cratera) eram diferentes em idade, que diferiam em cerca de 180 mil anos e que a extinção aconteceu antes do impacto, o que impediria totalmente que existisse uma relação causal", afirmou Renne, que estuda as ligações entre extinções em massa e vulcanismo.
Segundo Heiko Palike, do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade de Bremen, na Alemanha, a pesquisa resolve as incertezas existentes sobre o período relativo em que ocorreram os dois eventos. [Fonte: G1]

Estudo: mamíferos placentários surgiram após fim dos dinossauros


O ancestral comum a todos os mamíferos placentários como o homem, o cavalo, o cão, o macaco e a baleia apareceu após a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos, indica uma pesquisa internacional, da qual participou um cientista brasileiro do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Este estudo pode dar fim ao debate sobre as origens dos mamíferos, que trabalhos anteriores situavam antes do desaparecimento dos dinossauros e de 70% das espécies do planeta que teria sido causada, segundo a teoria mais comumente aceita, pelo impacto de um asteroide que revolucionou o clima.
Para chegar a esta conclusão, os cientistas se apoiaram no maior banco de dados do mundo, no qual examinaram traços genéticos e morfológicos das diferentes espécies para reconstruir a árvore genealógica dos mamíferos placentários, o ramo mais importante desta família que tem mais de 5.100 espécies vivas.
No entanto, análises genéticas prévias tinham levado a crer que os mamíferos já eram um grupo diversificado ao final do período Cretáceo. A partir de agora, estima-se que o surgimento tenha se situado entre 200 mil e 40 mil anos após o desaparecimento dos dinossauros.
"É cerca de 36 milhões de anos mais tarde do que as estimativas baseadas unicamente em dados genéticos", explicou o brasileiro Marcelo Weksler, paleontólogo do Museu Nacional-UFRJ, um dos 23 coautores do estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica americana Science.
Para chegar ao ancestral comum dos mamíferos, um animal que seria do tamanho de um pequeno rato, estes cientistas destrincharam as características físicas e genéticas de 86 espécies, 40 delas já extintas, mas conhecidas através de seus fósseis.
No processo, reuniram 4,5 mil características morfológicas como a presença ou a ausência de asas, dentes e certos tipos de esqueletos, e depois as combinaram com dados genéticos. Este banco de dados contém dez vezes mais informações do que as utilizadas até o momento para estudar a história dos mamíferos, afirmaram os cientistas, ressaltando que está acessível ao público na internet no site www.morphobank.org, e conta com mais de 12 mil ilustrações. [Fonte: Terra]