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quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Novo fóssil põe "elo perdido" sob suspeita

Um grupo independente de cientistas analisou o fóssil de primata propagandeado em maio deste ano como "o elo perdido" da evolução humana e chegou a uma conclusão não muito empolgante: o bicho é provavelmente só um primo antigo e esquisito dos lêmures.

Se eles estiverem corretos, o alarde midiático organizado em torno de "Ida, o elo perdido", ou Darwinius masillae, como o animal foi batizado oficialmente, pode se tornar um dos casos clássicos em que a vontade de chamar a atenção do público atropelou a ciência.

Reuters
Fóssil alemão da espécie _Darwinius masillae_, apelidado de Ida, cuja ancestralidade em relação ao homem está em xeque
Fóssil alemão da espécie Darwinius masillae, apelidado de Ida, cuja ancestralidade em relação ao homem foi colocada em xeque

Afinal, a descrição científica de Ida foi coreografada com o lançamento de documentários, sites, livros e de um evento para a imprensa no qual os pesquisadores responsáveis por estudá-la compararam o fóssil com a Mona Lisa e com o Santo Graal, afirmando que ele mudava tudo o que se sabia sobre a evolução humana.

Devagar com o andor

À época, boa parte da comunidade científica concordou que se tratava de um exemplar belíssimo. Diferentemente dos outros primatas antigos, Ida, com quase 50 milhões de anos de idade, teve seu esqueleto completo preservado --sem falar na presença de pelos e até do conteúdo digestivo do animal. Mas poucos concordaram com a sugestão de que o fóssil representava um ancestral direto dos antropoides, a linhagem de macacos que acabou desembocando no homem.

No novo estudo, que está na revista científica "Nature" desta semana, a equipe coordenada por Erik Seiffert, da Universidade de Stony Brook (EUA), compara Ida a uma nova espécie de primata extinto descoberta por eles no Egito.

Trata-se do Afradapis longicristatus, que é 10 milhões de anos mais novo que o suposto elo perdido, mas, ao que tudo indica, é um parente próximo de Ida, a julgar pela análise detalhada da mandíbula e dos dentes da espécie africana (aliás, esses são os únicos materiais preservados do bicho).

Seiffert e companhia também compararam Ida, o novo primata e outras 117 espécies vivas e extintas de primatas, levando em conta uma lista de 360 características do esqueleto. Essa comparação extensa, que não foi feita na descrição original de Ida, ajuda a estimar quais traços dos bichos realmente se devem ao parentesco e permite montar uma árvore genealógica dessas espécies.

O veredicto: Ida seria apenas uma prima muito distante do grupo que inclui o homem, estando bem mais perto dos lêmures atuais. As semelhanças superficiais dela com o grupo dos antropoides seriam explicadas por evolução convergente --ou seja, porque ambos os grupos adotaram estilos de sobrevivência parecidos.

Comedora de folhas

"São características relacionadas ao encurtamento do focinho e ao processamento de alimentos relativamente duros, como folhas", explica Seiffert. O pesquisador aponta o que, para ele, foi o principal erro da equipe que descreveu Ida.

"Acho que eles deveriam ter feito comparações mais detalhadas com os mais antigos antropoides indiscutíveis. Eles teriam visto que traços como a fusão das duas metades da mandíbula, que não aparecem nesses antropoides [mas aparecem em Ida], não poderiam ser um elo entre Ida e eles."

Philip Gingerich, paleontólogo da Universidade de Michigan e um dos "pais" de Ida, não concorda. "Acho esquisito que o Afradapis seja muito parecido com os antropoides, mas acabe classificado em outro grupo. A ideia de convergência parece implausível", diz ele.

Aliás, argumenta Gingerich, "o Darwinius [Ida] conta com um esqueleto muito mais completo que o do Afradapis, e ele apresenta características adicionais de primatas avançados que não aparecem na análise".

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Especial

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Fóssil de novo tipo de pterossauro descoberto na China


Paleontologistas chineses e britânicos identificaram na China fósseis de um novo tipo de pterossáurio, que podem ajudar a entender como evoluíram estes misteriosos répteis voadores da época dos dinossauros.

Paleontologistas chineses e britânicos identificaram na China fósseis de um novo tipo de pterossáurio, que podem ajudar a entender como evoluíram estes misteriosos répteis voadores da época dos dinossauros.  Foto:/AFP

Foto: AFP

A nova espécie foi batizada de Darwinopterus modularis, em homenagem a Charles Darwin, nascido há 200 anos, que publicou há 150 sua obra-prima, "A origem das espécies".

Mais de 20 esqueletos fossilizados da nova espécie foram encontrados este ano no nordeste do território chinês, explicaram os cinco paleontologistas no artigo publicado na edição desta quarta-feira da revista Proceedings of the Royal Society B.

A pesquisa foi coordenada pelo doutor Junchang Lu, do Instituto de Geologia de Pequim.

Os esqueletos, alguns completos, foram encontrados em rochas com cerca de 160 milhões de anos, o que significa que o Darwinopterus viveu, ao menos, dois milhões de anos antes do primeiro pássaro conhecido, o Archaeopteryx.

O Darwinopterus seria o elo entre os pterossáurios primitivos de cauda longa (chamados às vezes de pterodáctilos) e seus descendentes, que tinha cauda mais curta e capacidade de voo mais sofisticada.

Os cientistas responsáveis pela descoberta afirmaram que o trabalho foi uma supresa inclusive para eles.

"Sempre esperamos que o elo perdido tivesse traços intermediários, como uma cauda moderadamente longa", explicou David Unwin, da Universidade de Leicester, na Grã-Bretanha.

"O que é estranho no Darwinopterus é que ele tem a cabeça e o pescoço como o dos pterossáurios evoluídos, mas seu esqueleto e sua longa cauda são idênticos ao dos pterossáurios primitivos", completou.

Junchang Lu, do Instituto de Geologia de Pequim, estima que na evolução dos pterossáurios a cabeça e o pescoço mudaram antes da transformação da cauda, do corpo, das asas e das patas.

Segundo o Dr. Unwin, "todas estas transformações importantes ocorreram em um curto período de tempo". Fonte: Yahoo Notícias.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Estudo sugere que todos os humanos 'são mutantes'

Pesquisa afirma que cada ser humano carrega pelo menos 100 mutações genéticas no DNA.

Um estudo britânico e chinês sugere que cada ser humano possui pelo menos 100 mutações genéticas no DNA. Nos últimos 70 anos, vários cientistas vêm tentando chegar a uma estimativa precisa sobre a taxa de mutação nos humanos.

A pesquisa recente, publicada na edição desta semana da revista científica "Current Biology", conseguiu chegar a um número considerado confiável graças às novas tecnologias de sequenciamento genético.

Os cientistas aplicaram a tecnologia ao estudo dos cromossomas "Y" de dois homens chineses. Os pesquisadores sabiam que os dois eram parentes distantes e partilhavam de um antepassado comum que nascera em 1805.

Ao analisar as diferenças genéticas entre os dois homens e o tamanho do genoma humano, os cientistas concluíram que as novas mutações genéticas podem chegar a 100 e 200 por pessoa.

As novas mutações podem, ocasionalmente, levar ao desenvolvimento de doenças graves, como o câncer.

Os cientistas esperam que as descobertas e as novas estimativas sobre as mutações possam abrir caminho para tratamentos que auxiliem na redução do aparecimento das mutações e que possam contribuir para um melhor entendimento sobre a evolução humana.

Busca

Em 1935, um dos fundadores da genética moderna, JBS Haldane, estudou um grupo de homens que sofriam de hemofilia - um distúrbio na coagulação do sangue.

Na época, Helmand sugeriu que cada ser humano carregava cerca de 150 mutações no DNA.

Desde as pesquisas de Helmand, diversos cientistas tentaram produzir estimativas sobre o número de novas mutações ao analisar o DNA de chimpanzés.

Somente agora, com a tecnologia disponível de sequenciamento, os cientistas puderam produzir uma estimativa mais precisa e que, coincidentemente, confirma as estimativas sugeridas por Helmand em 1935.

"A quantidade de dados que geramos com a pesquisa era inimaginável há alguns anos", disse Yali Xue, do Wellcome Trust Sanger Institute, um dos autores do estudo.

"Encontrar esse pequeno número de mutações foi mais difícil do que encontrar agulha no palheiro", afirmou o cientista.

O especialista em genética Joseph Nadeau, da Case Western Reserve University, nos Estados Unidos, afirmou que as novas mutações genéticas são fonte de uma variação hereditária, algumas podem causar doenças e distúrbios, enquanto outras determinam a natureza e o ritmo das mudanças evolutivas.

Segundo ele, "as notícias são animadoras".

"Nós finalmente conseguimos obter estimativas confiáveis sobre as características genéticas que são urgentemente necessárias para entender quem somos nós geneticamente", afirmou o cientista. [Fonte: G1 notícias]

Cientistas encontram mais antigo ancestral humano na Etiópia

Ilustração indica como seria a espécime encontrada na Etiópia (Foto:Reprodução/Reuters)


'Ardipithecus ramidus' viveu há 4,4 milhões de anos. Macacos e homens tiveram evolução distinta há muito mais tempo.

A família que resultou no que chamamos humanidade está 1 milhão de anos mais velha. Cientistas descobriram um ancestral dos homens atuais de 4,4 milhões de anos. O Ardipithecus ramidus (ou apenas “Ardi”, como é carinhosamente chamado) foi descrito minuciosamente por uma equipe internacional de cientistas, que divulgou a descoberta em uma edição especial da revista “Science” desta semana.

O espécime analisado, uma fêmea, vivia onde hoje é a Etiópia 1 milhão de anos antes do nascimento de Lucy (estudado por muito tempo como o mais antigo esqueleto de ancestral humano).


“Este velho esqueleto inverte o senso comum da evolução humana”, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy, da Universidade Estadual de Kent. Em vez de sugerir que os seres humanos evoluíram de uma criatura similar ao chimpanzé, a nova descoberta fornece evidências de que os chimpanzés e os humanos evoluíram de um ancestral comum, há muito tempo. Cada espécie, porém, tomou caminhos distintos na linha evolutiva.

Saiba Mais Sobre a Descoberta

A Arte a Favor da Evolução


Alguns detalhes sobre Ardi:


- Ardi foi encontrada em Afar Rift, na Etiópia, onde muitos fósseis de plantas e animais (incluindo 29 espécies de aves e 20 espécies de pequenos mamíferos) foram descobertos. Achados perto do esqueleto indicam que, na época de Ardi, a região era arborizada.

- Os caninos superiores de Ardi eram mais parecidos com os pequenos e grossos dentes de humanos modernos do que com os grandes e afiados caninos de chimpanzés machos. Análise do esmalte dentário sugere uma dieta diversificada, que incluía frutas, folhas e nozes.

- Ardi possuía um focinho saliente, dando a ela uma aparência simiesca. Mas não tão para a frente como os focinhos dos macacos modernos. Algumas características de seu crânio, como a área sobre os olhos, diferem muito dos chimpanzés.

-Detalhes do fundo do crânio, onde nervos e vasos sanguíneos encontram o cérebro, indicam que o órgão ficava posicionado de maneira semelhante ao dos humanos modernos. Segundo os pesquisadores, isso indicaria que os cérebros dos hominídeos já estavam posicionados para abranger áreas que envolvem aspectos visuais e de percepção espacial.

-Suas mãos e punhos eram uma mistura de características primitivas e modernas, mas não possuíam marcas características dos modernos chimpanzés e gorilas. Ela tinha as palmas das mãos e os dedos relativamente curtos, que eram flexíveis e permitiam que aguentasse o peso do próprio corpo enquanto se movia por entre as árvores. Mesmo assim, ela tinha de tomar muito cuidado ao escalar, pois faltava-lhe as características anatômicas que possibilitam aos macacos atuais balançar, agarrar e mover facilmente entre as árvores.

-A pelve e o quadril indicam que os músculos dos glúteos eram posicionados de modo que ela pudesse andar em pé.

- Seus pés eram rígidos o suficiente para caminhar, mas o polegar era grande o bastante para possibilitar escaladas.

[Fonte: G1]

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Dinossauro de 50cm com penas é descoberto na China


Cientistas chineses descobriram o fóssil de um dinossauro com quatro asas e penas, que pode constituir o elo perdido na transição destes animais pré-históricos em sua passagem da terra para os céus.

Segundo foi publicado hoje na revista científica "Nature", a descoberta permite compreender melhor a evolução original das plumas nos antigos habitantes da terra, um aspecto evolutivo pouco conhecido devido à falta de fósseis bem conservados.

A falta de informação a respeito fez com que muitos paleontólogos tenham dúvidas de que os dinossauros com aspecto de ave sejam os autênticos antepassados dos pássaros, já que os restos em bom estado conhecidos até agora são de data muito tardia.

Mas o Anchiomis huxleyi, nome que receberam os restos achados em Liaoning, província do nordeste da China, é um fóssil "excepcionalmente bem preservado", no qual ficou gravado um dinossauro com longas plumas nas quatro patas e na cauda.

Isto sugere, segundo o professor Xing Xu, da Academia Chinesa de Ciência, que "pôde ter existido uma fase na qual os dinossauros tiveram quatro asas em sua transição para se transformarem em aves".

Inicialmente se pensou que o Anchiomis huxleyi tenha sido um pássaro primitivo, mas uma avaliação mais exaustiva do fóssil revelou que ele deve ser atribuído ao Troodontidae, grupo de dinossauros estreitamente relacionados com a aves como as conhecemos hoje.

O professor Xing e sua equipe dataram o fóssil no Jurássico tardio (há entre 156 a 138 milhões de anos), o que implica que se trata do dinossauro com aspecto de pássaro mais antigo até o momento.

É inclusive mais velho que o Archaeopteryx, a primeira ave que os paleontólogos tem notícia.

A conclusão principal destes cientistas é que a presença de uma espécie como Anchiomis huxleyi nessa época questiona com solidez o argumento de que os dinossauros com aspecto de aves viveram em período muito tardio para serem os "pais" dos pássaros. (Fonte: Yahoo Notícias/EFE)

O 'Anchiornis huxleyi' viveu há 155 milhões de anos e apresentava quatro asas em vez de apenas duas

Um pequeno dinossauro da família dos terópodes, com 155 milhões de anos, coberto de penas e que tinha quatro asas em vez de duas, foi descoberto na China, anunciou o célebre paleontólogo chinês Xing Xu na revista Nature. O espécime mede 50 centímetros de comprimento.

Um fragmento do fóssil, e depois um esqueleto completo do Anchiornis huxleyi, foi encontrado na formação jurássica de Tiaojishan, que terá entre 151 e 161 milhões de anos, situada na província de Liaoning (Nordeste da China).

A espécie é ligeiramente mais antiga que o Archaeopteryx, que até agora era o mais velho animal com penas. Foi considerado o antepassado das aves, apesar de possuir também vários traços de répteis. O Archaeopteryx foi descoberto em Solnhofen, Alemanha, num estrato geológico com 150 milhões de anos.

O Anchiornis huxleyi "pode ser classificado na família dos troodontidae, que figuram entre os terópodes mais aparentados com as aves", indicaram os autores do estudo, que acrescentaram que este é o mais velho exemplar descoberto até ao momento.

Até agora, a ausência de penas nos dinossauros mais antigos que o Archaeopteryx representava um elo perdido da evolução. A abundante plumagem do Anchiornis huxleyi, nomeadamente ao nível das patas, "traz novos esclarecimentos à evolução precoce das penas e mostra uma distribuição complexa dos atributos dos ossos e penas a um período próximo da transição dinossauros-aves".

As plumas, que se encontram na parte inferior das quatro patas e na cauda, "levaram ao desenvolvimento de quatro asas", afirmaram. "Enquanto as penas das patas dianteiras foram crescendo com a evolução, as das patas traseiras foram-se reduzindo e acabaram mesmo por desaparecer."(Fonte: DN Ciência)

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Descoberto fóssil que altera teorias sobre dinossauros


Cabeça e crânio do raptorex Foto: Universidade de Chicago/Divulgação

Cabeça e crânio do raptorex
17 de setembro de 2009
Foto: Universidade de Chicago/Divulgação

A descoberta de um novo dinossauro na região nordeste da China surpreendeu paleontólogos ao indicar que é preciso reavaliar as atuais teorias sobre a evolução dos grandes predadores pré-históricos. O dinossauro, que é uma miniatura do tiranossauro rex, foi batizado de raptorex (rapto é o termo comumente usado para pequenos dinossauros e rex significa "rei").

O raptorex, apesar de ter vivido há cerca de 125 milhões de anos, e aproximadamente 60 milhões de anos antes do tiranossauro rex, já apresentava as principais características do maior e mais conhecido dinossauro. Isso contradiz as teorias de que as características físicas do tiranossauro rex, como cabeça desproporcionalmente grande em relação ao torso, braços pequenos e pés longilíneos eram resultado do processo evolutivo e de crescimento da espécie.

Todas estas características estão presentes no raptorex, apesar de este ser uma miniatura do seu gigantesco descendente. Até mesmo o cérebro do raptorex exibe bulbos olfatórios grandes, indicando um olfato altamente desenvolvido, assim como o do tiranossauro rex.

"É impressionante. Não conheço nenhum outro exemplo de um animal que tenha sido tão perfeitamente criado em uma versão cerca de 100 vezes menor do que, mais tarde, se tornaria", diz Paul Sereno, paleontólogo da Universidade de Chicago e autor do estudo sobre o raptorex.

Os paleontólogos dizem que um raptorex adulto não passava de 3 metros de altura e 60 quilos. Vivia em uma região de lagos perto da Mongólia e se alimentava de pequenos dinossauros, pássaros e tartarugas.

Os braços curtos eram secundários na caça e permitiam que o raptorex corresse com mais agilidade para atacar sua presa. "Em um animal tão veloz e com cabeça tão grande, algo tem de ser sacrificado e, neste caso, assim como no caso do tiranossauro rex, os braços foram colocados em segundo plano", afirma Stephen Brusatte, co-autor do estudo e paleontólogo do Museu Americano de História Natural.

"Todas estas características fazem parte de um design belamente criado para um predador de grande sucesso¿, diz Sereno. Segundo os autores do estudo, mesmo os braços diminutos do tiranossauro rex não eram inúteis nem apenas vestígios do processo evolutivo, mas faziam parte de um modelo especialmente desenvolvido para capturar e liquidar outros animais. Há três anos, o esqueleto, em condições quase que perfeitas, foi comprado no mercado negro por Henry Kriegstein, um colecionador de fósseis, e encaminhado a Sereno. O paleontólogo concordou em estudar o espécime desde que este fosse, depois disso, devolvido à China.

"Foi uma descoberta completamente inesperada. O que sabíamos sobre a evolução dos dinossauros era simplista ou mesmo errado", afirma Brusatte. (Fonte: Terra)

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quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vaticano: não há conflito entre fé e Evolucionismo

O presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Gianfranco Ravasi, afirmou que não existe contraposição entre a fé e a teoria da evolução de Charles Darwin e disse que o naturalista britânico nunca foi condenado pela Igreja Católica.
De acood com a EFE, Ravasi afirmou isto durante a apresentação hoje no Vaticano do Congresso internacional que será realizada em Roma entre 3 e 7 de março de 2009 sob o título "Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos após A origem das espécies".
O "ministro" de Cultura do Vaticano também afirmou que a Igreja Católica não tem que pedir perdão para o autor da teoria da evolução, Charles Darwin, "pois nunca o condenou".
"Darwin nunca foi condenado e seu livro A origem das espécies nunca foi proibido", declarou Ravasi ao ser perguntado se o Vaticano, como fez a Igreja Anglicana, pediria desculpas ao cientista e naturalista britânico.
O prelado acrescentou sobre o Evolucionismo que é necessário um "ato de humildade" dos teólogos e "a superação da arrogância" de alguns cientistas.
Mais cedo nesta semana, um importante membro da Igreja anglicana, Malcom Brown, disse que a instituição devia desculpas a Darwin pela maneira na qual suas idéias foram recebidas na Inglaterra. A informação é da agêcia Reuters
O papa Pio 12 descreveu a evolução como uma abordagem válida do desenvolvimento humano em 1950 e o papa João Paulo segundo reiterou o fato em 1996. Mas Ravasi disse que o Vaticano não tinha a intenção de se desculpar por sua visão negativa anterior.
"Talvez devêssemos abandonar a idéia de emitir pedidos de desculpas como se a história fosse um tribunal que está eternamente em sessão", disse, acrescentando que as teorias de Darwin "nunca foram condenadas pela Igreja Católica e nem seu livro havia sido banido".
O criacionismo é a crença de que Deus teria criado o mundo em seis dias, como é descrito na Bíblia. A Igreja Católica interpreta a acepção do Genesis literalmente, dizendo que ela é uma alegoria para a maneira na qual Deus criou o mundo.
Alguns outros cristãos, na maioria protestantes nos Estados Unidos, lêem o Genesis literalmente e protestam contra o fato de a evolução ser ensinada em aulas de biologia em colégios públicos.
Sarah Palin, a candidata à Vice-presidência pelo Partido Republicano, disse em 2006 que apoiava que o criacionismo e a teoria da evolução fossem ensinados nas escolas, mas afirmou subsequentemente que o criacionismo não deveria necessariamente ser parte do curso.(Fonte: Terra)