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Nova teoria pode provar começo da vida e descarta Deus

Teoria feita por cientista da MIT tenta explicar origem da vida através de seres não-vivos e foi reportada em revista científica.


Uma nova teoria pode responder questões importantes sobre como a vida começou – e descarta a necessidade de “Deus” e sua criação. As informações são do The Independent.


Um cientista da Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos Estados Unidos, escreveu para o website da Fundação Richard Dawkins dizendo que a nova teoria poderá colocar Deus “na geladeira” e aterrorizará os cristãos. Segundo o estudo, a vida não teria surgido de um acidente, ou teria sido resultado de sorte de uma “sopa primordial”, mas ela teria surgido por necessidade - resultado das leis da natureza e seria “tão inevitável quanto rochas rolando ladeira abaixo”.
O problema para os cientistas que tentam entender como a vida começou é apreender como os seres vivos - que tendem a ser muito melhores em tirar energia do ambiente e dissipá-la como calor - poderia acontecer vindo de seres sem vida. Porém, de acordo com a teoria de Paul Rosenberg, da MIT, reportada na revista científica Quanta Magazine, quando um grupo de átomos é submetido por um longo tempo a uma fonte de energia, ele irá se reestruturar para dissipar mais energia. Assim, a emergência da vida não poderia ter sido por sorte de arranjos atômicos, mas sim de um inevitável evento se as condições fossem corretas.
"Você começa com um grupo aleatório de átomos; se você brilhar a luz sobre ele por muito tempo, não deve ser tão surpreendente que você obtenha uma planta”, explica Rosenberg.
Como observa Rosenberg, a ideia de que a vida poderia ter evoluído a partir de coisas não-vivas tem sido afirmada há algum tempo, tendo sido descrita por filósofos pré-socráticos. [Fonte: Terra]

Estado americano aprova ensino do criacionismo nas escolas

Uma lei que permitirá aos professores de escolas públicas questionarem o consenso científico em questões como aquecimento global e teoria da evolução entrará em vigor em breve no estado americano do Tennessee, no sul. O governador Bill Haslam permitiu que o projeto de lei - aprovado pela Câmara estadual e pelo Senado - se torne lei sem sancioná-la, afirmando não acreditar que a legislação "mude os padrões científicos que são ensinados em nossas escolas".
"No entanto, eu também não acredito que traga algo que não seja aceitável em nossas escolas", afirmou o governador, em um comunicado. A medida permite a professores "ajudar estudantes a compreender, analisar, criticar e revisar de forma objetiva os potenciais e fragilidades científicas das teorias existentes abordadas na disciplina ensinada". Também diz que a legislação "não deve ser construída para promover qualquer doutrina religiosa ou não religiosa".
Nos últimos dias, o governador recebeu uma petição assinada por mais de 3 mil pessoas pedindo que vetasse o projeto, mas seus partidários conservadores tinham apoio suficiente para sobrepujar o veto com uma maioria simples. "Uma boa legislação deve trazer clareza e não confusão. Minha preocupação é que este projeto não tenha alcançado este objetivo", afirmou Haslam. "Por esta razão, eu não assinarei o projeto, mas permitirei que se torne lei sem a minha assinatura", acrescentou.
Os críticos rotularam a lei de "Projeto de lei do macaco" (Scopes Monkey Trial, em inglês), em alusão ao amplamente divulgado "Julgamento do Macaco", ocorrido em 1925, em que o estado do Tennessee acusou o professor de nível médio John Scopes de violar uma lei estadual que proibia o ensino "de que o homem descendeu de uma ordem animal menor".
A Associação de Professores de Ciências do Tennessee e a seção estadual da União Americana de Liberdades Civis (ACLU, em inglês) são os maiores críticos da medida e afirmam que ela dará amparo legal para que os educadores ensinem ideias pseudocientíficas. "Eles não falam tanto sobre criacionismo, mas sobre Desenho Inteligente", disse no começo da semana Hedy Weinberg, diretor executivo do braço estadual da ACLU.
"É uma forma muito inteligente e sutil de desafiar a teoria da evolução e permitir que os professores introduzam o Desenho Inteligente e o neocriacionismo", acrescentou. O Desenho Inteligente defende a ideia de que a evidência científica pode demonstrar que formas de vida se desenvolveram sob o direcionamento de uma inteligência superior.
O Discovery Institute, cujo modelo jurídico inspirou o projeto de lei, o enalteceu como "protetor da liberdade acadêmica de professores de ciência para que possam discutir de forma abrangente e objetiva tópicos científicos controversos, como a evolução". Radicado em Seattle, o grupo apoia o ensino de alternativas à evolução em escolas públicas, bem como a pesquisa sobre o Desenho Inteligente.
A última controvérsia é parte de uma longa batalha entre os defensores de um ensino público secular e cristãos conservadores, que acusam as autoridades de atacarem sua liberdade ao manter a religião fora da esfera pública.
Em dezembro de 2010, uma pesquisa do instituto Gallup apontou que quatro em dez americanos acreditam que Deus criou os homens em sua forma atual cerca de 10 mil anos atrás. Mas evidências científicas demonstram que os humanos evoluíram de ancestrais símios ao longo de um período de cerca de seis milhões de anos.
Em 1968, com base na separação entre Estado e Igreja, a Suprema Corte considerou inconstitucional banir o ensino da Teoria da Evolução. [Fonte: Terra]

Extinção dos dinossauros abriu caminho para mamíferos gigantes


 Escala compara maiores mamíferos pré-históricos com um elefante e um ser humano. Divulgação

Eles só precisavam de um pouco de espaço: uma nova pesquisa mostra que a extinção dos dinossauros abriu caminho para que os mamíferos tivessem uma explosão de tamanho - alguns chegando a ser maiores que vários elefantes juntos.

O maior mamífero terrestre de todos os tempos era uma criatura semelhante ao rinoceronte, mas sem o chifre, que tinha 5,5 metros de altura, pesava cerca de 17 toneladas e pastava nas florestas do quer hoje são Europa e Ásia. Ele faz com que o mais conhecido mamute lanudo pareça um nanico.
Descobrir e rastrear esses titãs pré-históricos é mais do que mera curiosidade: o feito lança nova luz sobre a evolução e a diversificação dos mamíferos, enquanto ocupavam os nichos deixados livres pelos dinossauros.

Passados 25 milhões de anos da extinção dos dinossauros - bem depressa, em termos geológicos - os mamíferos terrestres haviam atingido o tamanho máximo e começavam a estabilizar, escreve uma equipe internacional de cientistas na revista Science. E embora diferentes espécies tenham atingido o tamanho máximo em diferentes momentos em diferentes continentes, o padrão evolutivo foi bastante similar em escala global.

"A evolução pode acontecer bem depressa quando a ecologia permite", disse a paleoecóloga Felisa Smith, da Universidade do Novo México, que encabeçou o estudo. "Isso realmente se resume à ecologia deixando acontecer".

Que o fim da era dos dinossauros, há 65 milhões de anos, abriu as portas para a era dos mamíferos, e que alguns mamíferos atingiram proporções gigantescas, já era sabido. Mas o novo estudo é o primeiro mapeamento completo dos titãs de um modo a ajudar na compreensão de como e porquê atingiram proporções descomunais.

"Não tínhamos uma ideia clara de como a história se desenrolou após a extinção dos dinossauros", explica Nick Pyenson, curador do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano, e que não tomou parte na pesquisa.

Teorias anteriores sugeriam que a diversidade de espécies levou ao aumento de tamanho, mas o novo trabalho não encontrou essa conexão. "Isso sugere que há uma explicação mais profunda sobre como o grande tamanho corporal evolui em mamíferos", disse ele.

Mamíferos coexistiram com dinossauros, mas eram pequenos, não ultrapassando o tamanho de um pequeno cão. "Nós éramos basicamente os ratos correndo aos pés dos dinossauros", define Felisa Smith.
Para entender como isso mudou, pesquisadores reuniram dados de fósseis sobre o tamanho máximo atingido por todos os principais grupos de mamíferos em cada continente, ao longo da história evolutiva. 

O maior foi o Indricotherium de 17 toneladas, seguido de perto por uma criatura semelhante ao elefante, o Deinotherium africano. Os elefantes atuais pesam de 3 a 5 toneladas.

Os herbívoros se agigantaram primeiro, talvez porque tivessem a vantagem de comer a vegetação que os grandes dinossauros herbívoros, uma vez extintos, não comiam mais. da mesma forma que acontece hoje com leões e elefantes, os grandes predadores que se seguiram ficaram com cerca de 10% do tamanho dos maiores herbívoros.

Por que o tamanho dos mamíferos primeiro estabilizou e depois diminuiu? Disponibilidade de área e temperatura, diz Felisa. Noventa por cento do alimento que os mamíferos consomem vai para manter a temperatura interna do corpo, e a quantidade de comida relaciona-se á área total que sustenta a população.

Os maiores mamíferos evoluíram quando um clima mais frio gerava um nível do mar mais baixo, e mais terra disponível. Além disso, animais maiores têm mais dificuldade em perder calor, um problema com o aquecimento do clima.

Cientistas debatem que foi a mudança climática ou o advento do ser humano o que pôs fim à era dos mamíferos titânicos.[Fonte: Estadão]

Cientistas questionam posição de 'Ardi' na evolução humana





No ano passado, um esqueleto fossilizado chamado "Ardi" abalou o campo da evolução humana. Agora, alguns cientistas levantam dúvidas sobre o que essa criatura da Etiópia realmente era, e em que tipo de paisagem vivia.


Divulgação
Reconstituição da possível aparência de Ardi

Novas críticas questionam se Ardi realmente pertence ao ramo humano da árvore evolutiva, e se ele realmente vivia em florestas. A segunda questão tem implicações para as teorias sobre o tipo de ambiente que desencadeou a evolução humana.

O novo trabalho aparece na revista Science, que em 2009 declarou a apresentação original do fóssil de 4,4 milhões de anos a principal descoberta do ano.

Ardi, abreviação de Ardipithecus ramidus, é um milhão de anos mais velho que o fóssil Lucy. Ano passado, foi saudado como uma janela para os primórdios da evolução humana.

Pesquisadores tinham concluído que Ardi andava ereto e não sobre os nós dos dedos das mãos, como os chimpanzés, e que vivia em florestas, não em campos gramados. Ela não se parece muito com os chimpanzés atuais, nossos parentes mais próximos ainda vivos, embora estivesse ainda mais perto que Lucy do ancestral comum entre humanos e chimpanzés.

Esses questionamentos são comuns; grandes descobertas científicas costumam ser saudadas dessa maneira. Até que mais cientistas possam estudar o fóssil, um amplo consenso sobre seu papel na evolução humana pode continuar indefinido.

A descoberta em 2003 dos pequenos "hobbits" na Indonésia, por exemplo, desencadeou um longo debate sobre eles seriam uma espéci à parte da humanidade ou não.


Tim White, um dos cientistas que descreveram Ardi no ano passado, disse que não se surpreende com o debate atual. "Era totalmente esperado", disse ele. "Sempre que se tem algo tão diferente quanto Ardi, provavelmente haverá isso".


Esteban Sarmiento, da Fundação de Evolução Humana, escreve na nova análise que não está convencido de que Ardi pertence ao ramo da árvore da vida que conduz à espécie humana.

Em vez disso, argumenta, ele pode ter vindo mais cedo, antes que o ramo humano se separasse dos ancestrais de gorilas e chimpanzés.

As características anatômicas específicas de dentes, o crânio e outras partes citadas pelos descobridores simplesmente não são indício suficiente de participação no ramo humano, diz ele. Algumas, como certas peculiaridades do pulso e da conexão da mandíbula indicam que Ardi surgiu antes que os humanos se separassem dos macacos africanos.


Em uma réplica por escrito na Science e em entrevista, White discorda de Sarmiento. "A evidência é muito clara de que no Ardipithecus há características encontradas apenas nos hominídeos posteriores e em humanos", disse ele. Se Ardi ainda fosse um ancestral dos chimpanzés, várias características teriam tido de" evoluir de volta" para uma forma mais simiesca, o que White considera "altamente improvável".


Outros especialistas, no entanto, disseram em entrevistas que acham que é muito cedo para dizer onde Ardi se encaixa.

Will Harcourt-Smith, do Museu Americano de História Natural e do Lehman College, disse que não poderia afirmar se Sarmiento está certo ou errado. "Estamos no início" da análise de Ardi, disse ele.

"Até que haja uma descrição mais completa do esqueleto, é preciso ser cauteloso ao interpretar a análise inicial de um jeito ou de outro". Mas ele disse discordar da avaliação de que Ardi seria velho demais para fazer parte do ramo humano. [Fonte: Estadão]

Documentário: “EXPULSO: A INTELIGÊNCIA NÃO É PERMITIDA”

Expelled é um documentário empolgante que traz informações impressionantes e reveladoras sobre os bastidores do mundo acadêmico pró-darwinista. As Informações seguem um encadeamento lógico, cujas partes têm desfechos surpreendentes. Declarações de Cientistas que sofrem duras represálias por considerarem uma “Causa Inteligente” como uma perspectiva válida na pesquisa Científica. Entrevista desconcertante com Richard Dawkins. Implicações do Darwinismo na política Nazista da Alemanha. As manipulações do Darwinismo são reveladas com contundência e sagacidade características de Ben Stein.

Ben Stein, ator-coadjuvante de vários filmes, pertence àquela classe de humoristas judeus norte-americanos excepcionalmente inteligentes, que têm o dom de nos fazer rir, pelas abordagens peculiares de assuntos sérios. Este documentário tem causado acaloradas reações nos locais em foi exibido.
Sugestão: Desligar um pouco a tv e refletir sobre o que está acontecendo "debaixo dos panos" do academicismo mundial! O documentário é inteligente, bem construído e crítico na medida certa... prende a atenção até o fim.

Assista no You Tube
Expelled No Intelligence Allowed 01 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=XUeIgeHdqFA&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 02 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=ZLwyjHbr3rQ&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 03 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=EjsADHWX5xI&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 04 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=atIxSwmIuF0&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 05 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=x-tsTW8SfrM&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 06 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=TLzapKyJfvM&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 07 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=PmFsdfYvGlg&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 08 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=bacMAeo8NbI&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 09 de 10 - (legendado)
http://www.youtube.com/watch?v=Mzi2sHTp-cU&feature=related
Expelled No Intelligence Allowed 10 de 10 - (legendado)

Novo fóssil põe "elo perdido" sob suspeita

Um grupo independente de cientistas analisou o fóssil de primata propagandeado em maio deste ano como "o elo perdido" da evolução humana e chegou a uma conclusão não muito empolgante: o bicho é provavelmente só um primo antigo e esquisito dos lêmures.

Se eles estiverem corretos, o alarde midiático organizado em torno de "Ida, o elo perdido", ou Darwinius masillae, como o animal foi batizado oficialmente, pode se tornar um dos casos clássicos em que a vontade de chamar a atenção do público atropelou a ciência.

Reuters
Fóssil alemão da espécie _Darwinius masillae_, apelidado de Ida, cuja ancestralidade em relação ao homem está em xeque
Fóssil alemão da espécie Darwinius masillae, apelidado de Ida, cuja ancestralidade em relação ao homem foi colocada em xeque

Afinal, a descrição científica de Ida foi coreografada com o lançamento de documentários, sites, livros e de um evento para a imprensa no qual os pesquisadores responsáveis por estudá-la compararam o fóssil com a Mona Lisa e com o Santo Graal, afirmando que ele mudava tudo o que se sabia sobre a evolução humana.

Devagar com o andor

À época, boa parte da comunidade científica concordou que se tratava de um exemplar belíssimo. Diferentemente dos outros primatas antigos, Ida, com quase 50 milhões de anos de idade, teve seu esqueleto completo preservado --sem falar na presença de pelos e até do conteúdo digestivo do animal. Mas poucos concordaram com a sugestão de que o fóssil representava um ancestral direto dos antropoides, a linhagem de macacos que acabou desembocando no homem.

No novo estudo, que está na revista científica "Nature" desta semana, a equipe coordenada por Erik Seiffert, da Universidade de Stony Brook (EUA), compara Ida a uma nova espécie de primata extinto descoberta por eles no Egito.

Trata-se do Afradapis longicristatus, que é 10 milhões de anos mais novo que o suposto elo perdido, mas, ao que tudo indica, é um parente próximo de Ida, a julgar pela análise detalhada da mandíbula e dos dentes da espécie africana (aliás, esses são os únicos materiais preservados do bicho).

Seiffert e companhia também compararam Ida, o novo primata e outras 117 espécies vivas e extintas de primatas, levando em conta uma lista de 360 características do esqueleto. Essa comparação extensa, que não foi feita na descrição original de Ida, ajuda a estimar quais traços dos bichos realmente se devem ao parentesco e permite montar uma árvore genealógica dessas espécies.

O veredicto: Ida seria apenas uma prima muito distante do grupo que inclui o homem, estando bem mais perto dos lêmures atuais. As semelhanças superficiais dela com o grupo dos antropoides seriam explicadas por evolução convergente --ou seja, porque ambos os grupos adotaram estilos de sobrevivência parecidos.

Comedora de folhas

"São características relacionadas ao encurtamento do focinho e ao processamento de alimentos relativamente duros, como folhas", explica Seiffert. O pesquisador aponta o que, para ele, foi o principal erro da equipe que descreveu Ida.

"Acho que eles deveriam ter feito comparações mais detalhadas com os mais antigos antropoides indiscutíveis. Eles teriam visto que traços como a fusão das duas metades da mandíbula, que não aparecem nesses antropoides [mas aparecem em Ida], não poderiam ser um elo entre Ida e eles."

Philip Gingerich, paleontólogo da Universidade de Michigan e um dos "pais" de Ida, não concorda. "Acho esquisito que o Afradapis seja muito parecido com os antropoides, mas acabe classificado em outro grupo. A ideia de convergência parece implausível", diz ele.

Aliás, argumenta Gingerich, "o Darwinius [Ida] conta com um esqueleto muito mais completo que o do Afradapis, e ele apresenta características adicionais de primatas avançados que não aparecem na análise".

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Especial

Vaticano: Não Há Conflito Entre Fé e Evolucionismo!

O presidente do Pontifício Conselho para a Cultura, Gianfranco Ravasi, afirmou que não existe contraposição entre a fé e a teoria da evolução de Charles Darwin e disse que o naturalista britânico nunca foi condenado pela Igreja Católica.

De acood com a EFE, Ravasi afirmou isto durante a apresentação hoje no Vaticano do Congresso internacional que será realizada em Roma entre 3 e 7 de março de 2009 sob o título "Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos após A origem das espécies".

O "ministro" de Cultura do Vaticano também afirmou que a Igreja Católica não tem que pedir perdão para o autor da teoria da evolução, Charles Darwin, "pois nunca o condenou".

"Darwin nunca foi condenado e seu livro A origem das espécies nunca foi proibido", declarou Ravasi ao ser perguntado se o Vaticano, como fez a Igreja Anglicana, pediria desculpas ao cientista e naturalista britânico.

O prelado acrescentou sobre o Evolucionismo que é necessário um "ato de humildade" dos teólogos e "a superação da arrogância" de alguns cientistas.

Mais cedo nesta semana, um importante membro da Igreja anglicana, Malcom Brown, disse que a instituição devia desculpas a Darwin pela maneira na qual suas idéias foram recebidas na Inglaterra. A informação é da agêcia Reuters

O papa Pio 12 descreveu a evolução como uma abordagem válida do desenvolvimento humano em 1950 e o papa João Paulo segundo reiterou o fato em 1996. Mas Ravasi disse que o Vaticano não tinha a intenção de se desculpar por sua visão negativa anterior.

"Talvez devêssemos abandonar a idéia de emitir pedidos de desculpas como se a história fosse um tribunal que está eternamente em sessão", disse, acrescentando que as teorias de Darwin "nunca foram condenadas pela Igreja Católica e nem seu livro havia sido banido".

O criacionismo é a crença de que Deus teria criado o mundo em seis dias, como é descrito na Bíblia. A Igreja Católica interpreta a acepção do Genesis literalmente, dizendo que ela é uma alegoria para a maneira na qual Deus criou o mundo.

Alguns outros cristãos, na maioria protestantes nos Estados Unidos, lêem o Genesis literalmente e protestam contra o fato de a evolução ser ensinada em aulas de biologia em colégios públicos.

Sarah Palin, a candidata à Vice-presidência pelo Partido Republicano, disse em 2006 que apoiava que o criacionismo e a teoria da evolução fossem ensinados nas escolas, mas afirmou subsequentemente que o criacionismo não deveria necessariamente ser parte do curso.(Fonte: Terra)

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