
De acood com a EFE, Ravasi afirmou isto durante a apresentação hoje no Vaticano do Congresso internacional que será realizada em Roma entre 3 e 7 de março de 2009 sob o título "Evolução biológica: fatos e teorias. Uma avaliação crítica 150 anos após A origem das espécies".
O "ministro" de Cultura do Vaticano também afirmou que a Igreja Católica não tem que pedir perdão para o autor da teoria da evolução, Charles Darwin, "pois nunca o condenou".
"Darwin nunca foi condenado e seu livro A origem das espécies nunca foi proibido", declarou Ravasi ao ser perguntado se o Vaticano, como fez a Igreja Anglicana, pediria desculpas ao cientista e naturalista britânico.
O prelado acrescentou sobre o Evolucionismo que é necessário um "ato de humildade" dos teólogos e "a superação da arrogância" de alguns cientistas.
Mais cedo nesta semana, um importante membro da Igreja anglicana, Malcom Brown, disse que a instituição devia desculpas a Darwin pela maneira na qual suas idéias foram recebidas na Inglaterra. A informação é da agêcia Reuters
O papa Pio 12 descreveu a evolução como uma abordagem válida do desenvolvimento humano em 1950 e o papa João Paulo segundo reiterou o fato em 1996. Mas Ravasi disse que o Vaticano não tinha a intenção de se desculpar por sua visão negativa anterior.
"Talvez devêssemos abandonar a idéia de emitir pedidos de desculpas como se a história fosse um tribunal que está eternamente em sessão", disse, acrescentando que as teorias de Darwin "nunca foram condenadas pela Igreja Católica e nem seu livro havia sido banido".
O criacionismo é a crença de que Deus teria criado o mundo em seis dias, como é descrito na Bíblia. A Igreja Católica interpreta a acepção do Genesis literalmente, dizendo que ela é uma alegoria para a maneira na qual Deus criou o mundo.
Alguns outros cristãos, na maioria protestantes nos Estados Unidos, lêem o Genesis literalmente e protestam contra o fato de a evolução ser ensinada em aulas de biologia em colégios públicos.
Sarah Palin, a candidata à Vice-presidência pelo Partido Republicano, disse em 2006 que apoiava que o criacionismo e a teoria da evolução fossem ensinados nas escolas, mas afirmou subsequentemente que o criacionismo não deveria necessariamente ser parte do curso.(Fonte: Terra)
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