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sexta-feira, 14 de março de 2014

O T-rex tinha um primo mais pequeno no Alasca

O novo Nanuqsaurus hoglundi (A) comparado com o Tyrannosaurus rex (B e C), o Daspletosaurus torosus (D), o Albertosaurus sarcophagus (E), o Troodon formosus (F) e o Troodon (G)
T-rex, um dos dinossauros mais famosos, tinha um primo mais pequeno no Alasca há 70 milhões de anos. Ambos viveram na mesma altura, no final do reinado dos dinossauros na Terra, que terminou há 65 milhões anos, com a colisão de um meteorito com o nosso planeta, e corriam atrás das suas presas para obterem uma bela refeição de carne. Mas, ainda assim, o T-rex deveria meter um pouco mais de respeito, com 12 metros de comprimento e uns dentes serrilhados nada discretos, enquanto o seu primo do Alasca se ficaria por metade do tamanho.
O novo dinossauro carnívoro bípede, incluído pela equipa que o estudou no mesmo grupo dos tiranossauros onde está classificado o Tyrannosaurus rex, foi descoberto durante uma escavação em 2006 na Encosta Norte, no Alasca, uma região na parte norte da cordilheira de Brooks. Inicialmente, o paleontólogo Anthony Fiorillo, do Museu Perot de Natureza e Ciência em Dallas, no Texas (EUA), escavou os fósseis – parte do crânio, uma mandíbula e uma maxila – do dinossauro sem ter ainda a noção do que tinha em mãos.
Os fósseis chegaram ao laboratório do museu ainda dentro de blocos de rocha (na verdade, os cientistas retiraram da escavação no Alasca seis toneladas de rochas com outros fósseis, mas só uma pequena parte foi ainda estudada). Depois de terem sido limpos e preparados pelo paleontólogo Ronald Tykosky, o crânio, a mandíbula e a maxila foram comparados com os de vários outros tiranossauros – constatando os cientistas que, na realidade, estavam perante um animal de um género e espécie novos para a ciência. Como primos mais próximos e contemporâneos, o novo dinossauro tem o Tyrannosaurus rex, ouT-rex, que vivia um pouco mais a sul, na América do Norte, e o Tarbosaurus, na Ásia, concluem os dois paleontólogos num artigo na revista PLOS ONE,disponível online desde esta quarta-feira.
“Trabalhei durante quase um mês num bloco de rocha do tamanho de uma bola de futebol, destruindo progressivamente 70 milhões de anos de sedimentos”, diz Ronald Tykosky, num comunicado do museu. “Sabia que era um animal adulto por algumas razões; a principal é que tinha as extremidades das articulações em cavilha bem desenvolvidas. Esta característica não surge enquanto o animal não atinge a maturidade”, acrescentou o investigador, referindo-se ao tipo de articulações fibrosas que fixam os dentes aos seus alvéolos.
Homenagem ao povo inuíte
A lista dos tiranossauros ganhou assim um novo elemento: o Nanuqsaurus hoglundi. O seu nome científico é uma homenagem ao povo inuíte, cujo território tradicional inclui a região onde os fósseis foram encontrados, e a um mecenas do Museu Perot. Em relação ao nome do novo género, nanuq significa “urso polar” na língua inuíte, e sauros quer dizer “lagarto” em grego. O nome da espécie é o reconhecimento do trabalho de filantropia do norte-americano Forrest Hoglund, que fez a sua carreira profissional na indústria do gás natural: ajudou a angariar 185 milhões de dólares (132 milhões de euros) para a construção do novo Museu Perot, inaugurado em 2012, e a fundação da sua família contribuiu com dez milhões de dólares.

“Ao aproximar-me dos 81 anos de idade, já me chamaram dinossauro muitas vezes ao longo da vida, mas agora é que o nome condiz”, comentou Forrest Hoglund.  
Ainda que não tenham o resto do esqueleto do novo dinossauro, através do tamanho do crânio – 60 centímetros contra 1,5 metros do T-rex – os cientistas puderam fazer uma estimativa do tamanho do animal. Pensam que era pequeno como forma de adaptação às condições ambientais onde vivia. Ainda que há 70 milhões de anos a Terra atravessasse um período quente, o Norte do Alasca estava isolado pela cordilheira de Brooks e, sendo noite durante metade do ano nestas latitudes elevadas, não devia haver muita comida disponível. Era mais fácil um dinossauro ter um corpo de seis metros para alimentar do que um de 12.
“Só por si, o tiranossauro pigmeu é muito fixe, porque nos diz como era o ambiente no Árctico antigo. Mas o que torna esta descoberta ainda mais entusiasmante é que o Nanuqsaurus hoglundi também nos diz como era a riqueza biológica do antigo mundo polar numa altura em que a Terra era mais quente do que hoje”, refere Anthony Fiorillo, que já em 2011 tinha anunciado a descoberta na mesma zona do Alasca de um novo dinossauro cornudo, oPachyrhinosaurus perotorum. “É absolutamente fantástico encontrar outro dinossauro novo na região polar. Isso diz-nos que o ecossistema do Árctico antigo era muito diferente e questiona tudo o que sabemos sobre dinossauros.” [Fonte: PúblicoPT]

sábado, 18 de maio de 2013

Seca revela fósseis de animais gigantes no Agreste em PE



Uma descoberta paleontológica no Agreste pernambucano intriga moradores da região e pesquisadores. Com a forte estiagem que abate o Nordeste brasileiro, uma espécie de lago entre pedras no topo de uma serra no sítio Carneirinhos, em Dois Riachos, na zona rural de Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, secou completamente pela primeira vez, revelando centenas de fragmentos de fósseis de animais pré-históricos [sic]. Entre eles, há exemplares da megafauna, que habitaram a região na conhecida Era do Gelo, há pelo menos 10 mil anos atrás. Com as chuvas das últimas semanas, o reservatório voltou a encher, mas a curiosidade permanece. Aos poucos, o local começou a virar ponto turístico. A comunidade científica já se debruça sobre o material a fim de datar os ossos e descobrir quando eles foram parar naquele lugar. O G1 foi conhecer o “cemitério de fósseis”, que ainda guarda possíveis pinturas rupestres.

O responsável pela descoberta dos ossos foi o agricultor José Carlos Silva, contratado pelo proprietário do sítio para limpar a lama que cobria o reservatório, cujo fundo chega a quatro metros. Pelas diferentes colorações nas paredes é possível enxergar os níveis que a água chegou ao longo do tempo. “Logo no primeiro metro, já apareceu um ‘bocado’ [de ossos]. Eu tomei um susto. Moro há 41 anos aqui e nunca tinha visto isso. Achei fantástico, pensava que era de dinossauro. Parei o serviço para avisar ao patrão”, contou.


Professora de História, Elenilma Melo, esposa do proprietário do terreno, foi quem percebeu o valor da descoberta. “Eu disse: ‘Não bole em nada aí’, pois sabia que era tudo muito frágil, podia quebrar. Procurei outros colegas de trabalho, que entraram em contato com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A notícia tem se espalhado e a gente está cada vez mais ansioso para saber o que tem lá [na lago]”, comentou. “Nossa ideia é preservar o local para guardar esse pedaço da história. A casa está aberta para quem quiser nos visitar”, complementou o comerciante José Severino Silva, dono do sítio.

O biólogo Alexandre Nunes já analisou algumas peças e identificou, por exemplo, partes de uma mandíbula, de um fêmur e de uma terminação do rabo de uma preguiça gigante, que devia medir seis metros. Também há fósseis de tatus, que na época eram do tamanho de um Fusca; de mastodonte e toxodonte, parentes distantes do elefante e do hipopótamo, respectivamente. “Sabe aquele filme ‘A Era do Gelo’? São animais daquele período geológico, o Pleistoceno, que habitavam essa região, favorável à sobrevivência deles, sem mata fechada e com comida. Eles foram extintos por conta das mudanças climáticas, passaram por quatro eras glaciais”, explicou.

O paleontólogo Gustavo Ribeiro, professor do Departamento de Biologia da UFRPE, está responsável pela análise do material. "Já pegamos mandíbula, ossos longos e ossos menores, cerca de 10 a 15 materiais, que serão estudados para divulgação científica até o fim deste ano. Acredito que os animais iam buscar água naquele local e morriam próximo dali, e as enxurradas levavam os ossos para o fundo daquela depressão [sempre a explicação das enxurradas...]. Agora, quando foram parar ali, vamos ter que usar técnicas de isótopos radioativos, como caborno-14, para datação", argumentou o estudioso, que voltará ao sítio, na próxima semana, para recolher mais amostras.


Esta não é a primeira jazida fossilífera localizada em Pernambuco. Segundo a paleontóloga da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Alcina Magnólia Barreto, há ocorrências em pelo menos 40 municípios do estado. A maior parte fica em Brejo da Madre de Deus, perto do sítio em Dois Riachos, onde há 15 depósitos identificados.


E eles dão pistas sobre as características dos fósseis encontrados na região. "A datação deles tem ficado entre 50, 60 e 70 mil anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Entre os fragmentos coletados, estavam ossos petrificados de preguiças, lhamas, toxodontes, mastodontes", apontou. "É importante preservar essa recém-descoberta porque ela pode ser um local chave na compreensão da ocupação da área pela fauna e pelo homem pré-histórico [sic]", complementou.


No sítio em Dois Riachos, um paredão com a ponta mais curva, que serviria de abrigo aos nossos ancestrais, tem possíveis pinturas rupestres, que ainda serão pesquisadas. "São desenhos que representam o cotidiano dos homens pré-históricos, que podem ter coexistido ou não com os animais gigantes, isso precisa ser estudado", explica o biólogo Alexandre Nunes. (G1 Notícias)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

'Hobbits' da Ilha de Flores teriam encolhido para sobreviver



Paleoantropólogo indonésio T. Jacob apresenta crânios de \"hobbit\" (esq.) e humano moderno (dir.) em 2004 - Foto: AFP


Talvez tenha sido porque suas atividades não floresceram em sua ilha da Indonésia, há mais de 12 mil anos, que os chamados "hobbits" de Flores viraram anões, reduzindo o perfil de suas ambições para sobreviver melhor em um ambiente de recursos limitados, afirma um estudo que será publicado esta quarta-feira.
Com cerca de 1 metro de altura e 25 quilos de peso, o 'Homo floresiensis', que viveu na ilha de Flores era, ainda, dotado de uma cabeça incomumente pequena em comparação com o corpo, contendo um cérebro de tamanho similar ao de um chimpanzé.
Apelidados de "Hobbits", em alusão aos pequeninos personagens da saga O Senhor dos Anéis, de J.R.R Tolkien, sua origem e anatomia são o cerne de uma viva controvérsia desde a descoberta de fósseis de alguns deles em 2003.
Espécie à parte ou descendente de outros hominídeos?
Segundo cientistas japoneses, que fizeram um 'scanner' tridimensional do crânio de um indivíduo, o Homem de Flores seria um puro produto da evolução local, um descendente perdido do 'Homo erectus', que teria progressivamente encolhido através das gerações para adaptar suas necessidades a recursos pouco abundantes.

Este fenômeno de "nanismo insular" já é bem conhecido entre os animais. Os hipopótamos pigmeus que viveram antigamente em Madagascar apresentavam também um cérebro 30% menor em proporção ao seu tamanho. E graças a vestígios encontrados em uma caverna, sabe-se que o Homem de Flores caçava e comia elefantes pigmeus que certamente passaram pelo mesmo fenômeno evolutivo.
"É possível que um 'Homo erectus' de Java tenha migrado para uma ilha isolada e evoluído como 'Homo floresiensis' em razão de um nanismo insular marcado", avaliou Yousuke Kaifu, do Museu Nacional da Natureza e da Ciência de Tóquio, que publica seus trabalhos na revista britânica Proceedings of the Royal Society B.
O volume reduzido do cérebro dos "homens pequeninos", 426 centímetros cúbicos, segundo a modelagem realizada por cientistas japoneses contra 860 centímetros cúbicos do 'Homo Erectus' e cerca de 1.300 cm³ do homem moderno, seria unicamente vinculado a uma adaptação adquirida ao longo de milênios.
Os cientistas deram, ainda, outras explicações para seu nanismo exacerbado e sua cabeça pequena (microcefalia). A primeira é que estes "hobbits" descenderiam de um hominídeo mais primitivo que o 'Homo erectus', o 'Homo habilis', que possuía um cérebro reduzido. Mas nada jamais comprovou que este primata africano tenha posto os pés na Ásia.
A microcefalia do Homem de Flores poderia também ser resultado de uma doença neurológica, o cretinismo, provocada pela falta de tiroxina (hormônio produzido pela tireoide), uma enfermidade que poderia ter sido causada por uma carência ligada a uma dieta alimentar muito pobre em iodo.
Anões talvez, mas não cretinos a ponto de não saber caçar, produzir fogo e usar utensílios de pedra para destrinchar suas presas, contra-argumentam os críticos desta teoria.[Fonte: Terra]

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Asteroide teria matado dinossauros mais cedo que imaginado, diz estudo



Um estudo feito nos Estados Unidos mostra que os dinossauros foram extintos cerca de 33 mil anos após um asteroide ter atingido a Terra, ou seja, quase dez vezes mais cedo que os cientistas acreditavam até então.
Além disso, a colisão desse corpo celeste pode não ter sido a única causa do fim da espécie, de acordo com o trabalho divulgado nesta quinta-feira (7/2/2013) na revista científica "Science".
Ilustração mostra como seriam os dinossauros e seus ovos há 190 milhões de anos (Foto: Julius Csotonyi/PNAS/Divulgação)
Segundo o geólogo Paul Renne, que liderou a pesquisa na Universidade da Califórnia, em Berkeley, naquela época os ecossistemas já estavam em estado de deterioração, em decorrência de uma grande erupção vulcânica na Índia.
O pesquisador explica que o clima da Terra poderia estar em um "ponto de inflexão" (desvio) quando o enorme asteroide colidiu na região onde hoje fica a Península de Yucatán, no México, e provocou temperaturas congelantes que dizimaram os dinossauros.
Até agora, acreditava-se que haveria levado cerca de 300 mil anos entre a chegada do asteroide, marcada por uma cratera de 180 quilômetros de extensão perto da cratera Chicxulub, na península mexicana de Yucatán, e a extinção dos répteis gigantes.
No entanto, o novo estudo, baseado em técnicas de datação radiométrica de alta precisão, indica que os eventos ocorreram em um intervalo bem menor.
Renne coleta amostras de cinzas vulcânicas próximo ao local de extinção no México (Foto: Courtney Sprain)
Outros cientistas questionam, ainda, se os dinossauros não teria morrido antes do impacto do asteroide. "Nosso trabalho basicamente coloca um prego no caixão", disse Renne.
A teoria de que a extinção dos dinossauros há cerca de 66 milhões de anos estava ligada ao impacto de um asteroide foi proposta pela primeira vez em 1980. A maior parte da prova era a cratera Chicxulub, que teria sido formada por um objeto de cerca de 10 quilômetros de largura que derreteu a rocha assim que bateu no solo, lançando à atmosfera detritos que se espalharam pelo planeta. Esferas conhecidas como "tektites" e outros materiais que comporiam o asteroide ainda são encontrados hoje em todo o mundo.
Renne e colegas reexaminaram tanto a data da extinção dos dinossauros quanto da formação da cratera, e descobriram que eles ocorreram dentro de uma janela de tempo muito mais apertada que o esperado.
"Os dados anteriores diziam que eles (a extinção dos animais e a cratera) eram diferentes em idade, que diferiam em cerca de 180 mil anos e que a extinção aconteceu antes do impacto, o que impediria totalmente que existisse uma relação causal", afirmou Renne, que estuda as ligações entre extinções em massa e vulcanismo.
Segundo Heiko Palike, do Centro de Ciências do Ambiente da Universidade de Bremen, na Alemanha, a pesquisa resolve as incertezas existentes sobre o período relativo em que ocorreram os dois eventos. [Fonte: G1]

Estudo: mamíferos placentários surgiram após fim dos dinossauros


O ancestral comum a todos os mamíferos placentários como o homem, o cavalo, o cão, o macaco e a baleia apareceu após a extinção dos dinossauros, há 65 milhões de anos, indica uma pesquisa internacional, da qual participou um cientista brasileiro do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
Este estudo pode dar fim ao debate sobre as origens dos mamíferos, que trabalhos anteriores situavam antes do desaparecimento dos dinossauros e de 70% das espécies do planeta que teria sido causada, segundo a teoria mais comumente aceita, pelo impacto de um asteroide que revolucionou o clima.
Para chegar a esta conclusão, os cientistas se apoiaram no maior banco de dados do mundo, no qual examinaram traços genéticos e morfológicos das diferentes espécies para reconstruir a árvore genealógica dos mamíferos placentários, o ramo mais importante desta família que tem mais de 5.100 espécies vivas.
No entanto, análises genéticas prévias tinham levado a crer que os mamíferos já eram um grupo diversificado ao final do período Cretáceo. A partir de agora, estima-se que o surgimento tenha se situado entre 200 mil e 40 mil anos após o desaparecimento dos dinossauros.
"É cerca de 36 milhões de anos mais tarde do que as estimativas baseadas unicamente em dados genéticos", explicou o brasileiro Marcelo Weksler, paleontólogo do Museu Nacional-UFRJ, um dos 23 coautores do estudo publicado na edição desta sexta-feira da revista científica americana Science.
Para chegar ao ancestral comum dos mamíferos, um animal que seria do tamanho de um pequeno rato, estes cientistas destrincharam as características físicas e genéticas de 86 espécies, 40 delas já extintas, mas conhecidas através de seus fósseis.
No processo, reuniram 4,5 mil características morfológicas como a presença ou a ausência de asas, dentes e certos tipos de esqueletos, e depois as combinaram com dados genéticos. Este banco de dados contém dez vezes mais informações do que as utilizadas até o momento para estudar a história dos mamíferos, afirmaram os cientistas, ressaltando que está acessível ao público na internet no site www.morphobank.org, e conta com mais de 12 mil ilustrações. [Fonte: Terra]

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Dinossauros usavam penas para conquistar parceiros, diz estudo

Uma pesquisa canadense encontrou novas evidências de que os dinossauros que tinham penas as usavam com o objetivo de atrair parceiros sexuais – de forma semelhante ao que fazem os pavões.

A equipe de Scott Persons, da Universidade de Alberta, analisou os fósseis de um grupo de dinossauros conhecidos como “oviraptores”, com foco nas vértebras da cauda dos animais. Os cientistas encontraram nessas vértebras uma estrutura empinada, conhecida como “pigóstilo”, que só as aves têm, entre os animais modernos.
Embora não tenham encontrado nenhum fóssil com evidência direta das penas, os pesquisadores concluíram que a existência do pigóstilo indica que esses animais tinham penas nas caudas.
Os pesquisadores encontraram ainda evidências de que esses animais tinham uma musculatura forte na cauda, de forma que conseguiam balançá-la para os lados, para cima e para baixo, como em uma dança de acasalamento.
Os oviraptores eram dinossauros bípedes com patas dianteiras bastante curtas, e não há nenhum sinal de que eles pudessem voar. Desta forma, a única função que os pesquisadores conseguem conceber para essas penas seria o cortejo dos parceiros.[Fonte: G1]

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Dinossauros herbívoros já estavam em decadência quando asteroide caiu na Terra



Foto de Jacques Demarthon/AFP - (Arquivo) Crânio de um Triceráptos leiloado em 2011 por 205 mil dólares

Os grandes dinossauros herbívoros já estavam em decadência, ao contrário dos carnívoros, quando um meteorito provocou o desaparecimento de todos esses répteis ao cair na Terra há 65 milhões de anos, indica um estudo publicado nesta terça-feira.
"Muita gente acha que a extinção dos dinossauros se deveu a um asteroide que matou todos eles", afirma o paleontólogo do Museu de História Natural de Nova York, Steve Brusatte.
"Hoje podemos dizer que, provavelmente, as coisas foram mais complicadas", acrescentou.
Alguns cientistas acreditam que os dinossauros terrestres desapareceram depois que um meteorito atingiu a Terra no período Cretáceo-Terciário.
Já o estudo publicado pela Nature Communications se baseia na comparação das estruturas dos esqueletos de 150 espécies diferentes de dinossauros terrestres para ver como mudaram com o tempo. O objetivo era saber se uma espécie declinava ou, ao contrário, estava aumentando suas possibilidades de sobrevivência.
Dessa forma, chegou à conclusão de que os grandes herbívoros com chifres ou bico de pato reduziram sua variedade durante os 12 últimos milhões de ano do Cretáceo.
"Estes dinossauros estavam se tornando cada vez mais parecidos uns com os outros, estavam perdendo a variedade. No geral, quando se vê uma redução da anatomia de um tipo, isso quer dizer que o grupo está em dificuldades", assegurou.
Ao contrário, os grupos que aumentam sua variedade têm maiores possibilidades de sobreviver porque podem ocupar novos nichos de habitat ou adaptar-se melhor à mudança, segundo o pesquisador.
Até o fim do Cretáceo, os grandes dinossauros herbívoros estavam em decadência, mas os grandes carnívoros e os herbívoros de tamanho médio prosperavam.
"O que se pode dizer com seriedade agora é que, quando o asteroide caiu e começaram as erupções vulcânicas, não atingiram um mundo no qual tudo estava indo bem, um mundo estático", avaliou Brusatte.
"Naquela época, os dinossauros, ou pelo menos alguns deles, conheciam importantes mudanças evolutivas e pelo menos esses herbívoros grandes estavam em decadência", concluiu.{Fonte: Yahoo}