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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Dinossauro de 'quatro asas' descoberto na China pode explicar como animais grandes voavam

Yahoo Brasil - Changyuraptor yangi

Um fóssil de dinossauro de 125 milhões de anos, com penas excepcionalmente longas pode explicar como animais de grande porte voavam. O Changyuraptor yangi foi descoberto na província de Liaoning, na China, por um time internacional de pesquisadores, liderado pelo paleontólogo Luis Chiappe, do Museu de História Natural de Los Angeles (NHM).

Recém-descoberto, o dinossauro notavelmente preservado ostenta um conjunto completo de penas pelo corpo, incluindo a plumagem extra-longa da cauda, maior que a de qualquer outro dinossauro já descoberto. Esta longa cauda emplumada era fundamental para diminuir a velocidade de descida e garantir pousos seguros, acreditam os pesquisadores. O trabalho foi publicado nesta terça-feira na revista "Nature Communications".
Análises da microestrutura do osso feitas pelo cientista Anusuya Chinsamy, da Universidade da Cidade do Cabo, na África do Sul, mostra que o raptor era um adulto plenamente desenvolvido, e um dos maiores dinossauros de quatro asas - as penas longas presas às pernas dão a aparência de um segundo par de asas.
- Inúmeros recursos que associamos aos pássaros, como ossos ocos, penas e provavelmente o voo, na verdade evoluíram nos dinossauros muito antes das primeiras aves chegarem ao local - disse o coautor do estudo Alan Turner, da Universidade Stony Brook, em Nova York.
A nova descoberta explica o papel que as penas da cauda tinham durante o controle de voo, já que para animais maiores os pousos seguros são de particular importância.
- Faz sentido que os maiores microraptorines (como se chama esse tipo de dinossauro) tivessem penas, e a grande cauda teria o papel de controle adicional - acrescentou Michael Habib, pesquisador da Universidade do Sul da Califórnia e coautor do papel estudo.
A descoberta de Changyuraptor consolida a noção de que o voo precedeu a origem das aves, sendo herdado por este último a partir de seus precursores dinossauros.
- É evidente que muito mais evidências são necessárias para entender as nuances de dinossauro do vôo, mas Changyuraptor é um grande salto na direção certa - diz Chiappe. [Fonte: Yahoo]

terça-feira, 8 de julho de 2014

Fóssil revela a maior ave da história



Os ossos fossilizados encontrados num aeroporto de Charleston,na Carolina do Sul, Estados Unidos, poderão pertencer à maior ave que já existiu, de acordo com «The Guardian».


Depois de terem analisado os vestígios, investigadores da Universidade da Carolina do Norte concluíram que se trata de um pássaro com uma envergadura entre seis a quase sete metros e meio, capaz de voar longas distâncias. O estudo foi publicado na revista científica «Proceedings of the National Academy of Sciences» (PNAS) e refere que a ave, que foi denominada «Pelagornis sandersi», terá existido há 25 milhões de anos atrás.



Para se ter uma ideia das dimensões do «Pelagornis», refira-se que as suas asas são duas vezes maiores do que as do albatroz-real, o maior pássaro que existe na atualidade. A ave agora descoberta também desafia a envergadura do «Argentavis magnificens», um pássaro pré-histórico que viveu há seis milhões de anos atrás e cujas dimensões são estimadas entre os cinco metros e meio e os sete metros.



Como as suas asas eram muito compridas e as suas pernas bastante curtas, os investigadores acreditam que a ave tinha dificuldades em levantar voo a partir do chão e que, por isso, utilizava penhascos e correntes de ar para esse efeito. O seu voo atingia os 60 quilómetros por hora e a sua boca era cheia de espigões ósseos semelhantes às texturas de um dragão.



«É um fóssil extraordinário, quase como se tivesse saído da série Guerra dos Tronos», afirma Daniel Ksepka, autor da pesquisa.



Pensa-se que terá morrido no mar devido aos vestígios de raias pré-históricas e até de um dente de baleia. Segundo o estudo, não há indícios de que tenha tido uma morte violenta.



Os fósseis do pássaro foram recolhidos em 1983 mas até à data não tinham sido feitas revelações significantes sobre o animal. [Fonte: TVi24]

quinta-feira, 3 de julho de 2014

TCC Sobre Mitos de Origem




Este artigo tem como tema o estudo dos diferentes mitos de origem presentes nos diferentes sistemas religiosos e culturas e lugares ao longo da história. Seu objetivo é demonstrar que, apesar das diferenças decorrentes da oralidade em diversos contextos geográficos e culturais se observa entre todos um certo padrão comum. Este trabalho é de suma importância para a prática do Ensino Religioso previsto na legislação brasileira que, muitas vezes, trabalha numa linha bastante tênue buscando evitar o choque com os demais conteúdos, especialmente da área de ciência e com o contexto de fé em que os alunos vivem. A metodologia utilizada foi a pesquisa bibliográfica, destacando-se as obras dos autores Joseph Campbell, Thomas Bulfinch, J. F. Bierlein e Denise Santana. Com este estudo podemos observar a importância dos mitos de origem na construção da espiritualidade das diferentes civilizações e culturas da humanidade e que o padrão observado entre estes é semelhante àquele apresentado pela ciência, tornando questionável a promoção dos debates que procuram demonstrar a oposição entre ciência e religião.

quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cientistas descobrem novo dinossauro, o 'Pinóquio rex'












'Pinóquio rex': segundo pesquisadores, ele media 9 metros de altura, pesava 1 tonelada e tinha o focinho 35% mais alongado que outros dinossauros de seu tamanho (Chuang Zhao)
Cientistas da Universidade de Edimburgo, na Escócia, divulgaram nesta quarta-feira a descoberta de uma nova espécie de dinossauro, apelidada de "Pinóquio rex", devido ao seu nariz comprido. O fóssil de 66 milhões de anos foi encontrado em uma escavação no sul da China.

CONHEÇA A PESQUISA



Onde foi divulgada: periódico Nature Communications



Quem fez:  Junchang Lü, Laiping Yi, Stephen L. Brusatte, Ling Yang, Hua Li e Liu Chen



Instituição: Universidade de Edimburgo, na Escócia, entre outras



Resultado: Os pesquisadores descobriram uma nova espécie de dinossauro na China, o carnívoro Qianzhousaurus sinensis, apelidado de "Pinóquio rex", por causa do focinho longo.






























Segundo os pesquisadores, o animal era carnívoro e da família do famoso Tiranossauro rex. Ele media 9 metros de altura, pesava 1 tonelada e tinha o focinho 35% mais alongado que outros dinossauros de seu tamanho. O Qianzhousaurus sinensisviveu na Ásia durante o período Cretáceo (de 144 milhões de anos a 65 milhões de anos atrás). Sua descoberta foi descrita em um estudo publicado no periódico Nature Communications.


O esqueleto do animal foi encontrado intacto e bem conservado por um grupo de operários em uma rua em construção perto da cidade de Ganzhou e posteriormente identificado pelos cientistas. "Ele tinha o sorriso com dentes do Tiranossauro rex, mas seu focinho era longo e fino, com uma fileira de chifres na parte superior", explicou um dos autores do estudo, Steve Brusatte, da Universidade de Edimburgo.

Os cientistas acreditam que, por causa dos dentes mais finos e do esqueleto mais leve que de outros tiranossauros, o "Pinóquio rex" se alimentava de criaturas menores, como lagartos e dinossauros com penas. O focinho comprido provavelmente estava relacionado a uma estratégia diferente de caça.


"A imagem icônica dos tiranossauros é o Tiranossauro rex, o maior e mais sanguinário de todos. Essa nova espécie rompe os moldes porque era mais leve, menos musculosa. Ela talvez tivesse uma mordida mais rápida e caçava de outra maneira", explicou Brusatte.



De acordo com os pesquisadores, vários tipos de tiranossauros viveram na Ásia durante o período Cretáceo, como o tarbosaurus, um carnívoro de 13 metros que tinha uma mandíbula tão forte que era capaz de amassar os ossos de grandes herbívoros. [Fonte: Veja.abril.com - Com EFE]

sexta-feira, 14 de março de 2014

O T-rex tinha um primo mais pequeno no Alasca

O novo Nanuqsaurus hoglundi (A) comparado com o Tyrannosaurus rex (B e C), o Daspletosaurus torosus (D), o Albertosaurus sarcophagus (E), o Troodon formosus (F) e o Troodon (G)
T-rex, um dos dinossauros mais famosos, tinha um primo mais pequeno no Alasca há 70 milhões de anos. Ambos viveram na mesma altura, no final do reinado dos dinossauros na Terra, que terminou há 65 milhões anos, com a colisão de um meteorito com o nosso planeta, e corriam atrás das suas presas para obterem uma bela refeição de carne. Mas, ainda assim, o T-rex deveria meter um pouco mais de respeito, com 12 metros de comprimento e uns dentes serrilhados nada discretos, enquanto o seu primo do Alasca se ficaria por metade do tamanho.
O novo dinossauro carnívoro bípede, incluído pela equipa que o estudou no mesmo grupo dos tiranossauros onde está classificado o Tyrannosaurus rex, foi descoberto durante uma escavação em 2006 na Encosta Norte, no Alasca, uma região na parte norte da cordilheira de Brooks. Inicialmente, o paleontólogo Anthony Fiorillo, do Museu Perot de Natureza e Ciência em Dallas, no Texas (EUA), escavou os fósseis – parte do crânio, uma mandíbula e uma maxila – do dinossauro sem ter ainda a noção do que tinha em mãos.
Os fósseis chegaram ao laboratório do museu ainda dentro de blocos de rocha (na verdade, os cientistas retiraram da escavação no Alasca seis toneladas de rochas com outros fósseis, mas só uma pequena parte foi ainda estudada). Depois de terem sido limpos e preparados pelo paleontólogo Ronald Tykosky, o crânio, a mandíbula e a maxila foram comparados com os de vários outros tiranossauros – constatando os cientistas que, na realidade, estavam perante um animal de um género e espécie novos para a ciência. Como primos mais próximos e contemporâneos, o novo dinossauro tem o Tyrannosaurus rex, ouT-rex, que vivia um pouco mais a sul, na América do Norte, e o Tarbosaurus, na Ásia, concluem os dois paleontólogos num artigo na revista PLOS ONE,disponível online desde esta quarta-feira.
“Trabalhei durante quase um mês num bloco de rocha do tamanho de uma bola de futebol, destruindo progressivamente 70 milhões de anos de sedimentos”, diz Ronald Tykosky, num comunicado do museu. “Sabia que era um animal adulto por algumas razões; a principal é que tinha as extremidades das articulações em cavilha bem desenvolvidas. Esta característica não surge enquanto o animal não atinge a maturidade”, acrescentou o investigador, referindo-se ao tipo de articulações fibrosas que fixam os dentes aos seus alvéolos.
Homenagem ao povo inuíte
A lista dos tiranossauros ganhou assim um novo elemento: o Nanuqsaurus hoglundi. O seu nome científico é uma homenagem ao povo inuíte, cujo território tradicional inclui a região onde os fósseis foram encontrados, e a um mecenas do Museu Perot. Em relação ao nome do novo género, nanuq significa “urso polar” na língua inuíte, e sauros quer dizer “lagarto” em grego. O nome da espécie é o reconhecimento do trabalho de filantropia do norte-americano Forrest Hoglund, que fez a sua carreira profissional na indústria do gás natural: ajudou a angariar 185 milhões de dólares (132 milhões de euros) para a construção do novo Museu Perot, inaugurado em 2012, e a fundação da sua família contribuiu com dez milhões de dólares.

“Ao aproximar-me dos 81 anos de idade, já me chamaram dinossauro muitas vezes ao longo da vida, mas agora é que o nome condiz”, comentou Forrest Hoglund.  
Ainda que não tenham o resto do esqueleto do novo dinossauro, através do tamanho do crânio – 60 centímetros contra 1,5 metros do T-rex – os cientistas puderam fazer uma estimativa do tamanho do animal. Pensam que era pequeno como forma de adaptação às condições ambientais onde vivia. Ainda que há 70 milhões de anos a Terra atravessasse um período quente, o Norte do Alasca estava isolado pela cordilheira de Brooks e, sendo noite durante metade do ano nestas latitudes elevadas, não devia haver muita comida disponível. Era mais fácil um dinossauro ter um corpo de seis metros para alimentar do que um de 12.
“Só por si, o tiranossauro pigmeu é muito fixe, porque nos diz como era o ambiente no Árctico antigo. Mas o que torna esta descoberta ainda mais entusiasmante é que o Nanuqsaurus hoglundi também nos diz como era a riqueza biológica do antigo mundo polar numa altura em que a Terra era mais quente do que hoje”, refere Anthony Fiorillo, que já em 2011 tinha anunciado a descoberta na mesma zona do Alasca de um novo dinossauro cornudo, oPachyrhinosaurus perotorum. “É absolutamente fantástico encontrar outro dinossauro novo na região polar. Isso diz-nos que o ecossistema do Árctico antigo era muito diferente e questiona tudo o que sabemos sobre dinossauros.” [Fonte: PúblicoPT]

sábado, 18 de maio de 2013

Seca revela fósseis de animais gigantes no Agreste em PE



Uma descoberta paleontológica no Agreste pernambucano intriga moradores da região e pesquisadores. Com a forte estiagem que abate o Nordeste brasileiro, uma espécie de lago entre pedras no topo de uma serra no sítio Carneirinhos, em Dois Riachos, na zona rural de Caruaru, a 130 quilômetros do Recife, secou completamente pela primeira vez, revelando centenas de fragmentos de fósseis de animais pré-históricos [sic]. Entre eles, há exemplares da megafauna, que habitaram a região na conhecida Era do Gelo, há pelo menos 10 mil anos atrás. Com as chuvas das últimas semanas, o reservatório voltou a encher, mas a curiosidade permanece. Aos poucos, o local começou a virar ponto turístico. A comunidade científica já se debruça sobre o material a fim de datar os ossos e descobrir quando eles foram parar naquele lugar. O G1 foi conhecer o “cemitério de fósseis”, que ainda guarda possíveis pinturas rupestres.

O responsável pela descoberta dos ossos foi o agricultor José Carlos Silva, contratado pelo proprietário do sítio para limpar a lama que cobria o reservatório, cujo fundo chega a quatro metros. Pelas diferentes colorações nas paredes é possível enxergar os níveis que a água chegou ao longo do tempo. “Logo no primeiro metro, já apareceu um ‘bocado’ [de ossos]. Eu tomei um susto. Moro há 41 anos aqui e nunca tinha visto isso. Achei fantástico, pensava que era de dinossauro. Parei o serviço para avisar ao patrão”, contou.


Professora de História, Elenilma Melo, esposa do proprietário do terreno, foi quem percebeu o valor da descoberta. “Eu disse: ‘Não bole em nada aí’, pois sabia que era tudo muito frágil, podia quebrar. Procurei outros colegas de trabalho, que entraram em contato com a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). A notícia tem se espalhado e a gente está cada vez mais ansioso para saber o que tem lá [na lago]”, comentou. “Nossa ideia é preservar o local para guardar esse pedaço da história. A casa está aberta para quem quiser nos visitar”, complementou o comerciante José Severino Silva, dono do sítio.

O biólogo Alexandre Nunes já analisou algumas peças e identificou, por exemplo, partes de uma mandíbula, de um fêmur e de uma terminação do rabo de uma preguiça gigante, que devia medir seis metros. Também há fósseis de tatus, que na época eram do tamanho de um Fusca; de mastodonte e toxodonte, parentes distantes do elefante e do hipopótamo, respectivamente. “Sabe aquele filme ‘A Era do Gelo’? São animais daquele período geológico, o Pleistoceno, que habitavam essa região, favorável à sobrevivência deles, sem mata fechada e com comida. Eles foram extintos por conta das mudanças climáticas, passaram por quatro eras glaciais”, explicou.

O paleontólogo Gustavo Ribeiro, professor do Departamento de Biologia da UFRPE, está responsável pela análise do material. "Já pegamos mandíbula, ossos longos e ossos menores, cerca de 10 a 15 materiais, que serão estudados para divulgação científica até o fim deste ano. Acredito que os animais iam buscar água naquele local e morriam próximo dali, e as enxurradas levavam os ossos para o fundo daquela depressão [sempre a explicação das enxurradas...]. Agora, quando foram parar ali, vamos ter que usar técnicas de isótopos radioativos, como caborno-14, para datação", argumentou o estudioso, que voltará ao sítio, na próxima semana, para recolher mais amostras.


Esta não é a primeira jazida fossilífera localizada em Pernambuco. Segundo a paleontóloga da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Alcina Magnólia Barreto, há ocorrências em pelo menos 40 municípios do estado. A maior parte fica em Brejo da Madre de Deus, perto do sítio em Dois Riachos, onde há 15 depósitos identificados.


E eles dão pistas sobre as características dos fósseis encontrados na região. "A datação deles tem ficado entre 50, 60 e 70 mil anos atrás [segundo a cronologia evolucionista]. Entre os fragmentos coletados, estavam ossos petrificados de preguiças, lhamas, toxodontes, mastodontes", apontou. "É importante preservar essa recém-descoberta porque ela pode ser um local chave na compreensão da ocupação da área pela fauna e pelo homem pré-histórico [sic]", complementou.


No sítio em Dois Riachos, um paredão com a ponta mais curva, que serviria de abrigo aos nossos ancestrais, tem possíveis pinturas rupestres, que ainda serão pesquisadas. "São desenhos que representam o cotidiano dos homens pré-históricos, que podem ter coexistido ou não com os animais gigantes, isso precisa ser estudado", explica o biólogo Alexandre Nunes. (G1 Notícias)

quinta-feira, 18 de abril de 2013

'Hobbits' da Ilha de Flores teriam encolhido para sobreviver



Paleoantropólogo indonésio T. Jacob apresenta crânios de \"hobbit\" (esq.) e humano moderno (dir.) em 2004 - Foto: AFP


Talvez tenha sido porque suas atividades não floresceram em sua ilha da Indonésia, há mais de 12 mil anos, que os chamados "hobbits" de Flores viraram anões, reduzindo o perfil de suas ambições para sobreviver melhor em um ambiente de recursos limitados, afirma um estudo que será publicado esta quarta-feira.
Com cerca de 1 metro de altura e 25 quilos de peso, o 'Homo floresiensis', que viveu na ilha de Flores era, ainda, dotado de uma cabeça incomumente pequena em comparação com o corpo, contendo um cérebro de tamanho similar ao de um chimpanzé.
Apelidados de "Hobbits", em alusão aos pequeninos personagens da saga O Senhor dos Anéis, de J.R.R Tolkien, sua origem e anatomia são o cerne de uma viva controvérsia desde a descoberta de fósseis de alguns deles em 2003.
Espécie à parte ou descendente de outros hominídeos?
Segundo cientistas japoneses, que fizeram um 'scanner' tridimensional do crânio de um indivíduo, o Homem de Flores seria um puro produto da evolução local, um descendente perdido do 'Homo erectus', que teria progressivamente encolhido através das gerações para adaptar suas necessidades a recursos pouco abundantes.

Este fenômeno de "nanismo insular" já é bem conhecido entre os animais. Os hipopótamos pigmeus que viveram antigamente em Madagascar apresentavam também um cérebro 30% menor em proporção ao seu tamanho. E graças a vestígios encontrados em uma caverna, sabe-se que o Homem de Flores caçava e comia elefantes pigmeus que certamente passaram pelo mesmo fenômeno evolutivo.
"É possível que um 'Homo erectus' de Java tenha migrado para uma ilha isolada e evoluído como 'Homo floresiensis' em razão de um nanismo insular marcado", avaliou Yousuke Kaifu, do Museu Nacional da Natureza e da Ciência de Tóquio, que publica seus trabalhos na revista britânica Proceedings of the Royal Society B.
O volume reduzido do cérebro dos "homens pequeninos", 426 centímetros cúbicos, segundo a modelagem realizada por cientistas japoneses contra 860 centímetros cúbicos do 'Homo Erectus' e cerca de 1.300 cm³ do homem moderno, seria unicamente vinculado a uma adaptação adquirida ao longo de milênios.
Os cientistas deram, ainda, outras explicações para seu nanismo exacerbado e sua cabeça pequena (microcefalia). A primeira é que estes "hobbits" descenderiam de um hominídeo mais primitivo que o 'Homo erectus', o 'Homo habilis', que possuía um cérebro reduzido. Mas nada jamais comprovou que este primata africano tenha posto os pés na Ásia.
A microcefalia do Homem de Flores poderia também ser resultado de uma doença neurológica, o cretinismo, provocada pela falta de tiroxina (hormônio produzido pela tireoide), uma enfermidade que poderia ter sido causada por uma carência ligada a uma dieta alimentar muito pobre em iodo.
Anões talvez, mas não cretinos a ponto de não saber caçar, produzir fogo e usar utensílios de pedra para destrinchar suas presas, contra-argumentam os críticos desta teoria.[Fonte: Terra]